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Ucrânia prepara reforma do exército com desmobilização gradual e reajuste salarial para soldados

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira (1°) uma reforma no exército que prevê a introdução de desmobilização gradual e salários significativamente mais altos para os soldados destacados na linha de frente da guerra contra a Rússia.

Zelensky afirmou que pretende “fortalecer o sistema de contratos dentro das forças de defesa”, para que “os termos de serviço sejam claramente definidos e, a partir deste ano, a desmobilização gradual se torne possível para aqueles que foram mobilizados anteriormente”.




Військовослужбовці 24-ї окремої механізованої бригади ЗСУ в місті Дружківка, Донецька область, Україна, 24 квітня 2026

Foto: © Serhii Korovainyi / Reuters / RFI

Ele não deu mais detalhes sobre a medida, que vem sendo amplamente reivindicada, já que a legislação atual só permite a desmobilização após o fim da lei marcial, em vigor desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.

O presidente ucraniano também defendeu um aumento significativo nos salários. “O nível mínimo deve ser de pelo menos 30.000 hryvnias (aproximadamente R$ 3.400) para cargos não combatentes”, afirmou. Atualmente, o valor é de 20.000 hryvnias (cerca de R$ 2.300), segundo dados do Ministério da Defesa.

Segundo Zelensky, para combatentes a remuneração deve ser maior, com pagamentos mensais entre 250.000 e 400.000 hryvnias na infantaria (entre R$ 28.400 e R$ 45.500).

Atualmente, um soldado que combate na linha de frente durante um mês recebe um adicional de 170.000 hryvnias (R$ 19.176).

Novos recrutamentos

Os detalhes da reforma devem ser finalizados em maio, e os primeiros resultados são esperados para junho, afirmou Zelensky.

Após mais de quatro anos de guerra e milhares de mortos, as forças ucranianas buscam novos métodos de recrutamento.

Hoje, quase todos os novos soldados são mobilizados, um tema sensível no país, já que muitos ucranianos consideram o sistema, marcado por escândalos, injusto, corrupto e ineficiente.

As autoridades já tentaram diversas medidas para incentivar o recrutamento, como contratos com incentivos financeiros para jovens entre 18 e 24 anos e a abertura de escritórios de recrutamento para ucranianos no exterior, mas sem alcançar o efeito desejado.

Com AFP

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