
Shakira faz celebração a si mesma e às mulheres em show simbólico em Copacabana
Pareceu até combinado que a Lua Cheia recebesse Shakira para o maior show da carreira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado, 2. Ela ostenta o apelido de “loba”, recuperado com força recentemente após a traição e divórcio do ex-marido, Gerard Piqué, e abraçado pelos fãs engajados que cantavam alto cada um dos inúmeros hits da cantora.
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Las Mujeres Ya No Lloran Tour, turnê atual da colombiana, é completamente ancorada na ideia de Shakira ser uma “mulher loba” (mesmo nome do disco que foi uma virada de chave na sua carreira, She Wolf, de 2009). O show simbólico em Copacabana, porém, soou muito mais como uma celebração a ela mesma, a mulheres e à música latina – gênero que, no palco, foi representado por ela, Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.
Como na última vez em que esteve no Brasil, no ano passado, Shakira atrasou mais de uma hora para entrar no palco (e superou o recorde de Madonna em 2024). Não deu maiores explicações, mas, segundo informações da Rede Globo, ela teria tido “problemas pessoais”.
A ver se ela faz, neste domingo, algum comentário sobre o que motivou esse atraso. E se isso explica sua tensão desde o começo, que fez o show, por vezes, soar engessado. Houve momentos atrapalhados também, como em seu dueto totalmente sem sintonia com Bethânia.
Mas, claro, houve pontos altos. Shakira passeou por diversos momentos da carreira e a apresentação provou o motivo de o Brasil abraçar a cantora desde seus cabelos castanhos dos anos 1990. “E pensar que eu cheguei aqui quando eu tinha 18 anos, sonhando em cantar para vocês, e me apaixonei por vocês. E, agora, olha isso… A vida é mágica”, disse ela no primeiro momento em que se direcionou à plateia – sempre em português, vale lembrar.
De tropeços aos gritos do público
Exatamente às 23h06, Shakira subiu ao palco com uma roupa com as cores da bandeira brasileira cantando La Fuerte, de seu último álbum, que dá nome à turnê. Desde o primeiro segundo, não escondeu a surpresa ao ver o público que a esperava havia mais de uma hora.
Foi o 49º show da cantora, segundo fontes extraoficiais, que começou sua carreira internacional em terras brasileiras. Mas faltou um impacto inicial para fincar uma apresentação tão especial – nos shows que fez no ano passado no Brasil, a colombiana caminhou com um grupo de fãs até o palco no momento chamado “Camina Con La Loba”.
Escorregou com a voz nas primeiras músicas, mas mostrou que, sim, o microfone estava ligado. Foi com os gritos que ecoaram com um de seus maiores sucessos, Estoy Aquí, que Shakira ficou mais à vontade e começou a dominar o palco gigantesco (maior que o de Madonna e Lady Gaga, inclusive) instalado na Praia de Copacabana.
Em um de seus atos de “vingança” a Piqué, tentou consertar um “homem quebrado” antes de cantar Te Felicito, também de Las Mujeres Ya No Lloran. “Vocês sabem que minha vida não está fácil nestes últimos anos. Das quedas, ninguém se salva. O que eu sei é que nós, mulheres, caímos, mas nos levantamos mais sábias. Porque as mulheres já não choram”, explicou sobre a separação turbulenta e seus momentos recentes.
Aproveitou para frisar que o show em Copacabana era dedicado às mulheres, discurso que repetiu diversas vezes na apresentação. “Nesse País, há mais de 10 milhões de mães solteiras. Eu sou uma delas”, disse antes de cantar Soltera, demonstrando que fez sua pesquisa sobre o Brasil.
Havia a expectativa de que os filhos da cantora, Milan e Sasha, cantassem Acróstico com a colombiana, como em seu último álbum. Mas Shakira escolheu aparecer sozinha, acompanhada apenas de um piano, com um vestido escultural. Para as inúmeras trocas de figurino, ela usou e abusou dos leds imensos atrás do palco e também na enorme passarela na areia, que subia ou descia conforme o número.
Um dos maiores méritos de Las Mujeres Ya No Lloran Tour, inclusive, é esse impacto visual. Com as projeções, Shakira ganha uma ajuda para contar sua história, mas são os gritos que ecoam do público ao cantar hits de inúmeras épocas o que realmente reafirma seu impacto no Brasil.
Depois de Hips Don’t Lie, a cantora fez a brincadeira de levar o público para ver sua troca de roupa no camarim. Tudo isso cantando Chantaje, parceria com Maluma. Eram catarses que se repetiam com os fãs cantando cada uma de suas palavras em espanhol – língua que enfrenta tantos entraves no mercado da música no País. E a maior prova veio na sequência, com os gritos que acompanharam “yo soy loca con mi tigre” de outro megahit, Loca.
Com ascendência libanesa, Shakira também honrou a cultura do outro lado do Atlântico com sua famosa dança do ventre em Ojos Así. Os fãs até tentaram acompanhar. Foi por causa dela, inclusive, que a expressão de dança cheia de movimentos da cintura se popularizou por aqui. O conceito voltaria mais tarde, após a participação dos artistas brasileiros, com Shakira dançando com facas em mãos antes de Whenever, Whenever.
Sua versão morena, do início da carreira, apareceu no telão para celebrar Pies Descalzos, seu primeiro álbum internacional, e o sucesso que flerta com o rock, Pies Descalzos, Sueños Blancos. “Obrigada por tanto carinho que recebi de vocês por mais de 30 anos”, disse a cantora que, nos anos 1990, era presença constante na TV aberta.
Os brasileiros
À vontade, Anitta foi a primeira brasileira a aparecer no palco da colombiana. Foi chamada de “rainha” por Shakira enquanto as duas cantaram e fizeram a dancinha de Choka Choka, do último álbum da brasileira, Equilibrivm.
De ídola, Shakira se transformou em fã ao receber Caetano Veloso no palco, artista que, segundo ela, foi um dos primeiros que descobriu no Brasil. “Eu tenho que confessar que me apaixonei pela sua música, voz e poesia”, afirmou. Ao lado de Caetano, cantou de forma divertida O Leãozinho – que, como contou, sempre canta para os filhos.
A irmã do cantor, Maria Bethânia, entrou logo em seguida. Cantou O Que É, O Que É?, de Gonzaguinha, música que, como descreveu a cantora, dá a sensação de “dançar em uma festa até ter bolhas nos pés”. Shakira disse que Bethânia “tem uma voz que atravessa gerações”.
No sábado, a voz da brasileira atravessou a multidão que escolheu gritar o refrão de O Que É, O Que É? logo após a primeira nota. Foi Bethânia e o público, exatamente, que mantiveram a força da canção, cantada de forma desajeitada pela colombiana.
É BONITA, É BONITA E É BONITA! Maria Bethânia e Shakira cantam ‘O que é, O que é?’! #ShakiraNaGlobo pic.twitter.com/3G5YOA01FO
— TV Globo (@tvglobo) May 3, 2026
Sempre carismática e mostrando intimidade com a amiga, Ivete levou um pouco do carnaval a maio com País Tropical, de Jorge Ben Jor. Elas já haviam cantado juntas no Rock in Rio em 2011 e o dueto foi o que mais funcionou na noite: Ivete pareceu ter contaminado a colombiana com a sua constante energia.
Lobacabana
Após cantar seu até hoje conhecido hit da Copa, Waka Waka, Shakira fingiu que iria deixar o palco. Mas voltou com sua loba inflável gigante, chamada de Isabel, seu segundo nome, e entoando She Wolf para uivar com os fãs.
Mas foi com seu sucesso mais recente, Bzrp Music Sessions #53, a música contra Piqué, que a colombiana escolheu encerrar a apresentação. O conceito de loba, porém, ainda estava lá: “Uma loba como eu não é para novatos como você”.
Aquele foi o momento de descer do palco e cumprimentar os brasileiros que tanto lhe acolheram. Mas também havia gente com a bandeira da Argentina, da Colômbia, do Chile… Cantando agora para 2 milhões de pessoas – tendo começado sua trajetória aqui em pequenas casas de show – Shakira mostra que, mesmo em momentos difíceis, consegue abrir os caminhos que quiser.
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