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Shakira celebra casamento de mais de 30 anos com o Brasil com show esfuziante no Rio

Há poucos gringos tão brasileiros quanto Shakira. Se você viveu entre a década de 1990 e o início dos anos 2000, provavelmente pegou a colombiana se apresentando no Domingo Legal, ainda com Gugu Liberato no comando; dividindo o sofá com Hebe Camargo; ou, até mesmo, dando umas dicas pra recém-formada girlband Rouge, no extinto reality show Popstars. Com Shakira, não há aquele papo de “dar um CPF” para ela, porque a cantora já é uma brasileira honorária há, provavelmente, muito mais tempo do que você, que lê esse texto.




Foto: Buda Mendes/Getty Images / Rolling Stone Brasil


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Portanto, nada mais justo do que colocar Shakira nas areias de Copacabana, para comandar a segunda edição do Todo Mundo no Rio, que realizou a sua segunda edição no último sábado, dia 2 de maio.

Ao contrário de Lady Gaga e Madonna, que não se apresentavam há anos no Brasil antes de seus megashows em Copacabana, Shakira esteve no Brasil recentemente com a turnê Las Mujeres Ya No Lloran Word Tour, que deu o seu start justamente aqui, em fevereiro de 2025. Com o show no Rio de Janeiro, inclusive, a artista coloca o Brasil em mais uma etapa de sua viagem pelo mundo, que ainda não tem previsão de encerramento. Porém, a colombiana fugiu do previsível e transformou o espetáculo em um agradecimento por todo o carinho que recebeu e ainda recebe dos brasileiros há mais de três décadas.

Com um atraso de mais de uma hora, Shakira subiu ao palco pouco depois das 23h, após um espetáculo de drones luminosos, que surgiram formando um lobo no ar. Em seguida, transformaram-se em Shakira, com os longos cabelos dourados caindo em fogos de artifício, como uma cascata. Por fim, formaram um “Te Amo Brasil”, que fez a plateia gritar, mas não mais do que quando a colombiana realmente pisou no enorme palco montado aos pés do Copacabana Palace.

Vestida com um macacão verde, com detalhes em azul e amarelo, que logo foi substituído por uma regata com a bandeira do Brasil, sem deixar dúvidas sobre a homenagem, Shakira abriu a noite com o show com “La Fuerte“, com Bizarrap, e logo emendou “Girl Like Me“, parceria com o Black Eyed Peas, que injetou uma grande dose de ânimo no público cansado pelo atraso.

“Eu não posso acreditar que estou aqui com vocês. E pensar que cheguei aqui com 18 anos, sonhando em cantar pra vocês. Eu me apaixonei por você. E, agora, olha isso! A vida é mágica!”, declarou Shakira após tocar um medley que incluía “Estoy Aquí“, outro de seus grandes hits.

“É mágico pensar que estamos aqui. Milhões de almas juntas para cantar, para nos abraçar, para nos amar, para mostrar ao mundo o que é importante”, acrescentou. “Não existe coisa melhor para mim que uma Lobinha quando se encontra com a sua alcateia brasileira. Brasil, hoje e sempre, somos um!”

Depois de uma apresentação emocionante de Acróstico, uma homenagem aos filhos, Shakira soltou o freio com um hit atrás do outro, rendendo um dos pontos mais altos do show: a dobradinha com “La Tortura” e “Hips Don’t Lie”. A festa continuou com “Chantaje” e “Loca“, e mesmo uma falha momentânea nos telões desanimou o público.

Em determinado momento, Shakira fez questão de deixar claro que o show daquela noite, além de uma celebração com os brasileiros, era também uma homenagem às mulheres: “Nós, mulheres, todas as vezes que caímos, levantamos mais fortes, mais resilientes, porque as mulheres já não choram”, declarou. E continuou, citando Maria Paula Fidalgo: “Como disse uma das minhas autoras favoritas: ‘Sozinhas estamos invisíveis, mas juntas somos invencíveis.’”

Próximo ao fim do show, Shakira voltou a sua atenção totalmente ao Brasil. Depois de convidar Anitta para o palco, para uma apresentação protocolar da recém-lançada parceria entre as duas, “Choka Choka“, declarou-se a Caetano Veloso, dizendo que foi uma dos primeiros artistas brasileiros com quem teve contato, antes de chamá-lo para cantar “O Leãozinho“. Na sequência, foi a vez de Maria Bethânia, cuja voz ecoou ainda mais potente que a da colombiana, e juntas cantaram “O Que É O Que É?“, clássico de Gonzaguinha, acompanhadas da bateria Pura Cadência da Unidos da Tijuca. Para fechar as homenagens, foi a vez de Ivete Sangalo subir ao palco e, com a energia de sempre, preparar o público para o grand finale ao som de “País Tropical“, de Jorge Ben Jor.

Aproveitando a empolgação, Shakira lançou “Whenever, Wherever” e “Waka Waka“, dois dos sucessos mais aguardados pelos presentes. Sem que deixasse o público esfriasse, a cantora deixou o palco rapidamente apenas para dar espaço para um lobo inflável gigante, que serviu de guardião para o grande encerramento com o sucesso “She Wolf“.

Para encerrar, Shakira escolheu Bzrp Music Sessions, Vol. 53/66, diss track que marcou a traição e a separação de Piqué, transformando Copacabana em uma imensa pista de dança. No mesmo momento, o palco ficou pequeno demais para tanta energia e Shakira desceu para se juntar à plateia, trocando carinho, beijos e selfies com os fãs, que se acotovelavam para demonstrar o quanto amavam a colombiana mais brasileira que nós temos.

Fonte: Clique aqui