
quais cuidados fazem a diferença nos resultados?
Cirurgiã-dentista Simone Bardini comentou sobre esportistas que aderem a tratamento
A busca por procedimentos estéticos deixou de ser exclusividade de quem está fora do universo esportivo. Cada vez mais atletas recorrem à harmonização facial e a tratamentos minimamente invasivos – seja para manter uma aparência saudável, seja para acompanhar as exigências de uma rotina marcada por alta exposição pública. No entanto, o estilo de vida desses pacientes impõe desafios específicos que exigem planejamento criterioso e acompanhamento especializado.
De acordo com a cirurgiã-dentista Simone Bardini, a rotina intensa de treinos, somada à exposição solar frequente e ao impacto físico constante, influencia diretamente tanto na indicação quanto na durabilidade dos procedimentos.
“O atleta não é um paciente convencional. É preciso considerar fatores fisiológicos e comportamentais que podem interferir nos resultados”, explica.
Um dos principais pontos de atenção é o metabolismo acelerado. Em atletas, substâncias como o ácido hialurônico – amplamente utilizado em preenchedores – tendem a ser absorvidas mais rapidamente pelo organismo. Como consequência, os efeitos podem ter menor duração, exigindo reaplicações mais frequentes e um acompanhamento contínuo.
A exposição solar também desempenha um papel determinante. Treinos ao ar livre aumentam significativamente o risco de manchas, processos inflamatórios e degradação precoce do colágeno. Por isso, procedimentos como lasers e bioestimuladores precisam ser indicados com cautela, respeitando períodos adequados de recuperação e evitando fases de maior exposição ao sol.
Nesse contexto, a proteção diária da pele deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser parte essencial da rotina. O uso de protetor solar de amplo espectro, com reaplicação ao longo do dia, é indispensável. Medidas complementares, como o uso de bonés, viseiras e roupas com proteção UV, ajudam a minimizar os danos causados pela radiação solar, preservando tanto os resultados estéticos quanto a saúde cutânea a longo prazo.
Outro fator relevante é o impacto físico. Esportes de contato ou atividades de alta intensidade podem comprometer áreas recém-tratadas, especialmente no período pós-procedimento. Nesses casos, pode ser necessário um afastamento temporário dos treinos, decisão que deve ser previamente alinhada entre profissional e paciente.
Além dos cuidados imediatos, especialistas destacam a importância do gerenciamento contínuo da pele. Diferentemente do público geral, atletas estão constantemente expostos a agentes que aceleram o envelhecimento, como radiação ultravioleta, estresse oxidativo e variações hormonais. Para esses casos, estratégias modernas têm ganhado espaço, como o uso de peptídeos e terapias regenerativas baseadas em células-tronco, que atuam na qualidade da pele de forma mais profunda, promovendo regeneração, firmeza e viço ao longo do tempo. Para Simone Bardini, o segredo está na individualização.
“Mais do que estética, trata-se de compreender o estilo de vida do atleta, sua rotina e seus objetivos. A naturalidade e a segurança devem sempre ser prioridade”, afirma.
Quando bem indicados e acompanhados, os procedimentos estéticos podem, sim, fazer parte da rotina esportiva – desde que respeitando o tempo do corpo e a dinâmica de cada modalidade.
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