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Oi: Justiça dos EUA rejeita pedido de credores e destrava venda bilionária da V.tal na B3

Decisão favorável à Oi (OIBR3) reforça avanço na reestruturação e mantém negociação de R$ 4,5 bilhões com BTG Pactual; ação fecha estável no pregão

A Oi (BOV:OIBR3) informou ao mercado que um tribunal dos Estados Unidos rejeitou o pedido de um grupo de credores para barrar a venda de sua participação remanescente na V.tal, movimento considerado estratégico dentro do processo de recuperação judicial da companhia.

A decisão representa um alívio relevante para a operadora, que busca desalavancar sua estrutura financeira e avançar na monetização de ativos. O grupo de credores, conhecido como Ad Hoc Group (AHC), tentava impedir a alienação da Unidade Produtiva Isolada V.tal, mas não obteve sucesso na corte norte-americana, abrindo caminho para a continuidade da operação.

O ativo em questão reúne a fatia remanescente da Oi na V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica que se tornou peça-chave na reorganização do negócio. No início de abril, a Justiça do Rio de Janeiro já havia autorizado a proposta do Banco BTG Pactual (BOV:BPAC11) para aquisição integral dessa participação por aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

A tentativa de bloqueio partiu de credores relevantes da companhia, incluindo instituições como Pimco, SC Lowy e Ashmore, que integram o AHC. Apesar da movimentação, a decisão internacional fortalece a posição da Oi no cumprimento de seu plano de recuperação judicial, que envolve venda de ativos, redução de dívida e foco em operações mais enxutas.

No pregão desta sexta-feira (17/04), após o fechamento da bolsa de valores, as ações da Oi (OIBR3) encerraram cotadas a R$ 0,16, com variação estável. O comportamento lateral reflete cautela dos investidores, que aguardam a concretização da transação e seus impactos efetivos no balanço financeiro da companhia. Para o próximo pregão, a expectativa é de reação moderada, com viés positivo diante da remoção de um risco jurídico relevante.

A Oi é uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil e vem passando por um profundo processo de reestruturação nos últimos anos. Após a venda de ativos como a operação móvel, a companhia tem concentrado esforços na área de fibra óptica, por meio da V.tal, além de buscar reduzir seu elevado nível de endividamento.

Para investidores, o avanço na venda da V.tal pode representar um ponto de inflexão importante, com potencial de impacto na geração de caixa, estrutura de capital e percepção de risco da empresa na bolsa de valores.

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