
o que é mito e o que é verdade sobre a halitose?
O mau hálito, também conhecido como halitose, ainda é cercado por dúvidas e crenças populares.
Especialista esclarece causas, hábitos e sinais de alerta que ainda geram dúvidas entre pacientes
O mau hálito, também conhecido como halitose, ainda é cercado por dúvidas e crenças populares. Apesar de comum, o problema pode impactar diretamente a autoestima e as relações sociais, além de servir como sinal de alterações na saúde bucal ou até sistêmica.
Para esclarecer o que é mito e o que é verdade, a cirurgiã-dentista Bruna Conde, membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), explica os principais pontos que ainda geram confusão entre pacientes.
Não é do estômago!
Um dos mitos mais comuns é a ideia de que o mau hálito vem do estômago. “A maior parte dos casos de halitose tem origem na própria boca, especialmente na língua e entre os dentes, onde há acúmulo de bactérias”, afirma Bruna Conde. Segunda ela, a saburra lingual e a placa bacteriana estão entre as causas mais frequentes do odor desagradável.
Outro equívoco recorrente é acreditar que apenas pessoas com cáries têm mau hálito. “Isso não é verdade. A halitose pode ocorrer mesmo em pessoas sem cáries, já que existem diversas causas, incluindo alterações na saliva, doenças gengivais e até fatores respiratórios”, explica a dentista.
Também é mito que o uso de enxaguante bucal substitui a escovação. “O enxaguante é apenas um complemento, ele não resolve sozinho. A higiene bucal completa, com escovação, fio dental e limpeza da língua, é indispensável para prevenir o problema”, reforça Bruna Conde.
Cuidado com a hidratação
Por outro lado, há verdades importantes que merecem atenção. A baixa ingestão de água, por exemplo, pode favorecer o mau hálito. Isso ocorre porque a saliva tem papel fundamental na limpeza da boca e na redução de bactérias.
Outro ponto confirmado é que jejum prolongado e algumas dietas podem causar alteração no hálito. “Quando o organismo fica longos períodos sem se alimentar, há produção de substâncias que alteram o odor da respiração”, explica a especialista, destacando que esse tipo de halitose costuma ser temporário.
A dentista também alerta que mascarar o problema não resolve a causa. “Chicletes e balas podem até disfarçar o mau hálito por alguns minutos, mas não tratam a origem. O ideal é investigar o motivo com um profissional especialista em halitose”, orienta Bruna Conde.
Por fim, a especialista reforça a importância do diagnóstico correto. “O mau hálito persistente deve ser avaliado, porque pode estar relacionado não só à saúde bucal, mas também a condições respiratórias ou sistêmicas. Identificar a causa é essencial para um tratamento eficaz”, conclui.
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