
Ibovespa cai pelo 5º pregão seguido com pressão externa, saída de estrangeiros e incertezas sobre inflação e juros
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou em queda nesta terça-feira (28/04), recuando 0,51% aos 188.618 pontos, marcando o quinto pregão consecutivo no vermelho, pressionado principalmente por blue chips como Vale S.A. (BOV:VALE3). O volume financeiro somou R$16,9 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões (R$22,8 bilhões), refletindo menor apetite ao risco. O movimento acompanhou o enfraquecimento global, com o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também indicando viés negativo ao longo do dia. A saída líquida de capital estrangeiro — R$7,11 bilhões entre 15 e 24 de abril — segue sendo um dos principais vetores de pressão, em meio à rotação para mercados asiáticos e ações de tecnologia nos EUA.
O dia foi dominado por uma combinação de fatores locais e externos. No Brasil, o IPCA-15 de abril (+0,89%) veio abaixo da Projeção, mas com qualitativo mais pressionado — especialmente em itens industriais — reforçando cautela sobre a inflação e a trajetória da Selic, apesar da expectativa de corte de 25 pontos-base pelo Copom. No exterior, o sentimento de risco piorou após notícias envolvendo a OpenAI, que não atingiu metas de receita, abalando a narrativa de crescimento em Inteligência Artificial e pressionando índices como S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX).
Além disso, o cenário geopolítico seguiu no radar, com tensões no Oriente Médio e impacto direto nas commodities, especialmente o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT), que subiu forte com o impasse envolvendo o Estreito de Ormuz e a saída dos Emirados Árabes da Opep+. Esse conjunto elevou a aversão ao risco global e contribuiu para a fraqueza da bolsa de valores brasileira.
Entre os destaques corporativos, as maiores quedas do índice ficaram com Hapvida (BOV:HAPV3), operadora de planos de saúde, que caiu -8,44%, Assaí Atacadista (BOV:ASAI3), rede de atacarejo, com -5,74%, e Cyrela (BOV:CYRE3), incorporadora imobiliária, recuando -3,57%. Entre as maiores detratoras em pontos, destaque para Vale S.A. (BOV:VALE3), mineração e logística (-1,30%), Sabesp (BOV:SBSP3), saneamento (-1,68%), e WEG S.A. (BOV:WEGE3), fabricante de equipamentos elétricos (-1,87%).
No campo corporativo, Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) ganhou atenção após sinalizar possível alta nos preços da gasolina caso haja corte de tributos. O mercado também ficou na expectativa por resultados de Vale, Hypera Pharma (BOV:HYPE3) e Neoenergia (BOV:NEOE3).
No mercado de juros futuros (BMF:DI1FUT), a curva apresentou fechamento ao longo de toda a estrutura, com queda de até 5 pontos-base, refletindo ajuste após o IPCA-15 e a expectativa praticamente consolidada de corte da Selic pelo Copom. Os vértices curtos reagiram mais diretamente à política monetária iminente, enquanto os intermediários e longos acompanharam o movimento com menor intensidade, em linha com percepção ainda cautelosa sobre inflação estrutural e cenário externo.
O Tesouro contribuiu para o movimento ao reduzir a oferta de títulos pós-fixados, vendendo 1,0 milhão de LFTs e 710,15 mil NTN-Bs. O ambiente também foi influenciado pelo câmbio, com o dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) recuando 0,20% a R$4,977, enquanto o índice DXY (CCOM:DXY) avançava no exterior.
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