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Ibovespa cai com saída de fluxo estrangeiro e pressão de Petrobras, enquanto bolsas norte-americanas sobem com tecnologia

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou esta sexta-feira (24/04) em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho negativo de Petrobras e pelo enfraquecimento do fluxo estrangeiro na bolsa de valores brasileira. O volume financeiro somou R$17,4 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões (R$23,2 bilhões), reforçando a percepção de menor apetite local. Enquanto isso, o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) já indicava viés mais fraco ao longo do dia, refletindo o descolamento em relação ao exterior.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 (SPI:SP500) e o Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) renovaram máximas históricas, impulsionados pelo rali de semicondutores e expectativas com Inteligência Artificial — o que tem drenado fluxo de capital do Brasil. No acumulado da semana, o índice brasileiro recuou 2,55%, marcando a segunda queda consecutiva.

O mercado brasileiro foi impactado por uma combinação de fatores locais e globais nesta sexta-feira (24/04). No cenário internacional, o forte desempenho das bolsas norte-americanas — com destaque para o rali de semicondutores após resultados robustos da Intel — intensificou a rotação global de capital para tecnologia, reduzindo o fluxo para emergentes como o Brasil. Ao mesmo tempo, ruídos geopolíticos envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, com articulações no Paquistão, aumentaram a cautela dos investidores antes do fim de semana.

No Brasil, medidas do Conselho Monetário Nacional restringindo derivativos não financeiros e o bloqueio de plataformas como Polymarket e Kalshi trouxeram ruído regulatório adicional. No campo monetário, o mercado precifica 87% de chance de corte de 25 pontos-base na próxima decisão do Copom, levando a Selic a 14,5%, em meio à pressão inflacionária e petróleo acima de US$100. Já nos EUA, a confiança do consumidor caiu ao menor nível histórico, reforçando incertezas sobre crescimento.

No noticiário corporativo da sexta-feira (24/04), os destaques negativos vieram de Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), gigante do setor de óleo e gás com atuação em exploração, refino e distribuição de combustíveis, além de Ambev (BOV:ABEV3), líder no setor de bebidas com marcas como Skol, Brahma e Antarctica, que pesaram significativamente no índice.

Entre as maiores quedas percentuais, Brava Energia (BOV:BRAV3), focada em exploração e produção de petróleo, recuou 5,75% após rebaixamento de recomendação; Vamos (BOV:VAMO3), especializada em locação de caminhões e equipamentos, caiu 3,24%; e Cury (BOV:CURY3), incorporadora voltada ao segmento de baixa renda, perdeu 2,56%. Do lado das ações mais negociadas, Petrobras, Vale (BOV:VALE3), referência global em mineração e produção de minério de ferro, e Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), um dos maiores bancos da América Latina com forte atuação em crédito e serviços financeiros, lideraram o volume, refletindo o interesse institucional.

No mercado de juros futuros da B3, os contratos (BMF:DI1FUT) encerraram a sexta-feira (24/04) em queda ao longo de toda a curva, com recuo de até 11 pontos-base, refletindo ajuste nas expectativas monetárias. Os vértices curtos reagiram à elevada probabilidade de corte da Selic na próxima reunião do Copom, enquanto os vértices médios e longos acompanharam o alívio externo, com queda nas Treasuries norte-americanas.

O movimento também foi influenciado pela leitura mais fraca da confiança do consumidor nos EUA e pelo enfraquecimento do dólar, com o contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) caindo 0,80%, a R$4,998. A inclinação da curva segue moderadamente pressionada, indicando cautela com o cenário fiscal e inflacionário no Brasil, mesmo diante do ajuste pontual nas taxas.

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