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‘Futebol não é um lugar legal’

Em entrevista ao The Guardian, Endrick falou sobre pressão, críticas, lesões e admitiu que não gostaria que o filho seguisse carreira no futebol

1 mai
2026
– 13h00

(atualizado às 13h06)




Endrick pela Seleção Brasileira

Foto: Catherine Ivill/Getty Images / Esporte News Mundo

O atacante Endrick abriu o coração ao falar sobre sua trajetória recente no futebol e surpreendeu ao fazer um forte desabafo sobre a profissão. Em entrevista ao jornal The Guardian, o jovem brasileiro admitiu que não gostaria que seu futuro filho seguisse os mesmos passos dentro dos gramados.

Hoje emprestado ao Olympique Lyonnais após perder espaço no Real Madrid CF, o atacante vive um momento de retomada e ainda sonha com uma vaga na Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo.

Ao comentar sobre a chegada do primeiro filho com a esposa Gabriely, Endrick revelou que prefere imaginar um futuro longe da pressão do esporte de alto rendimento.

“Espero que ele ou ela se torne uma grande pessoa, um grande ser humano. E que me veja fora de campo como uma pessoa normal, não como Endrick jogador. O futebol não é um lugar legal. É um ambiente muito duro. Espero que seja advogado, médico ou qualquer outra coisa e que possa ser feliz no próprio mundo”, afirmou.

O jovem também relembrou um dos momentos mais delicados da temporada, quando conviveu com dúvidas sobre sua presença no Mundial e precisou lidar com forte pressão psicológica.

Antes de um amistoso da Seleção contra a Croácia, o então cenário indicava que aquela poderia ser sua última chance de convencer Carlo Ancelotti. Segundo Endrick, aquela noite foi marcada por medo, urgência e muita oração.

“Foi uma noite de dúvidas. Eu sabia que poderia ser minha última chance. Rezei muito e entendi que aquele dia poderia mudar tudo. Consegui tirar esse peso das costas e fiz uma das minhas melhores partidas”, contou.

Mesmo atuando por apenas 15 minutos naquele jogo, o atacante mudou o rumo da partida, sofreu um pênalti convertido por Igor Thiago e ainda deu assistência para Gabriel Martinelli fechar a vitória brasileira por 3 a 1.

Além da pressão por resultados, Endrick também falou sobre sua relação com as redes sociais e admitiu que, no início da carreira, lidava mal com críticas e comentários negativos.

“Eu saía de campo e corria para o Twitter para ver o que falavam sobre mim. Queria alimentar meu ego, mas isso não fazia bem. Hoje isso acabou. Quando o jogo termina, penso apenas na recuperação e não me importo mais com as críticas”, explicou.

Fonte: Clique aqui