
FIIs ganham investidores mais jovens. Patrimônio segue concentrado nos mais experientes
Os fundos imobiliários continuam ampliando sua base de investidores no Brasil, mas os dados mais recentes revelam um contraste relevante entre participação e volume aplicado. Levantamento da B3, mostra que investidores mais jovens lideram em número, enquanto aqueles com mais de 60 anos concentram a maior parte do capital investido no segmento.
Embora representem apenas 8,6% da base de pessoas físicas em FIIs, os investidores 60+ respondem por cerca de 37% de todo o patrimônio alocado. O valor mediano investido por esse grupo gira em torno de R$ 67 mil por pessoa, evidenciando maior capacidade financeira e estratégia mais consolidada em relação às demais faixas etárias.
Nos últimos cinco anos, o mercado passou por uma expansão significativa. O número de investidores praticamente dobrou, saltando de cerca de 1,6 milhão para 3,18 milhões. Em contrapartida, o valor mediano aplicado caiu de aproximadamente R$ 14,5 mil para R$ 3,9 mil, refletindo a entrada de novos participantes com menor capital inicial. A faixa etária entre 25 e 39 anos lidera em número de cotistas, concentrando 44% da base.
O recorte por gênero também revela diferenças importantes. As mulheres representam 26% dos investidores, contra 74% dos homens. Ainda assim, elas apresentam maior volume médio aplicado. Em março de 2026, o valor mediano investido por mulheres era de aproximadamente R$ 5,3 mil, frente a R$ 3,5 mil entre os homens, um diferencial superior a R$ 1,8 mil.
Regionalmente, o Sudeste segue como principal polo do mercado de FIIs. A região concentra cerca de 60% dos investidores, o equivalente a aproximadamente 1,83 milhão de pessoas físicas, além de mais de R$ 113 bilhões em patrimônio investido, reforçando sua relevância econômica no setor.
Para Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, o momento atual exige evolução qualitativa do mercado. “O retrato atual dos fundos imobiliários mostra um mercado muito mais pulverizado e acessível do que há cinco anos, com forte entrada de milhões de novos investidores e tíquetes menores”, diz Paiva. “O desafio agora é avançar na inclusão financeira qualificada, estimulando não apenas a entrada de novos investidores, mas também a educação e o aumento gradual de patrimônio desses participantes no longo prazo”, complementa Paiva.
(b3)
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