
Entrada estrangeira na B3 perde força em abril. Fluxo internacional cai 88% desde recorde de janeiro
O fluxo de capital estrangeiro para a bolsa de valores brasileira (B3) desacelerou de forma intensa nos últimos meses. Dados divulgados na quarta-feira (06/05) pela consultoria Elos Ayta mostram que a entrada líquida de investidores internacionais na B3 caiu 87,9% em relação ao recorde histórico registrado em janeiro deste ano.
Em abril, o saldo positivo de capital estrangeiro na B3 ficou em R$ 3,18 bilhões, marcando o terceiro mês consecutivo de desaceleração após o pico de R$ 26,31 bilhões observado em janeiro. O valor daquele mês foi o maior desde o início da série histórica iniciada em 2022.
Apesar da perda de ritmo recente, o desempenho acumulado de 2026 ainda permanece robusto. No ano, a entrada líquida de recursos estrangeiros soma R$ 56,54 bilhões, mais que o dobro do total registrado em 2025, quando o saldo anual alcançou R$ 25,47 bilhões.
Segundo especialistas do mercado, o enfraquecimento do fluxo internacional reflete o aumento das incertezas globais relacionadas aos conflitos no Oriente Médio, especialmente diante da continuidade da guerra envolvendo o Irã, que já entra no terceiro mês. A expectativa inicial de uma solução rápida para a crise foi substituída por uma percepção de maior imprevisibilidade nos mercados internacionais.
Outro fator que influenciou o movimento foi o retorno do interesse dos investidores estrangeiros por ativos dos Estados Unidos. Com novos recordes sucessivos em índices como o S&P 500 (SPI:SP500), Nasdaq Composite (NASDAQI:COMPX) e Dow Jones (DOWI:DJI), parte do capital que havia migrado para mercados emergentes voltou a ser direcionada para Wall Street.
Os dados da Elos Ayta também apontam uma aceleração das retiradas de recursos nos últimos pregões de abril. Entre os dias 22 e 30 do mês, investidores estrangeiros retiraram R$ 7,88 bilhões da bolsa de valores brasileira.
Eivar Riveiro, CEO da consultoria, afirma que o movimento sugere uma decisão coordenada de grandes alocadores em uma curta janela de tempo. “O ponto mais crítico não está no número fechado, mas na trajetória intramensal”, diz
O movimento de redução do fluxo estrangeiro tende a elevar a cautela no mercado brasileiro. Uma menor entrada de capital internacional pode limitar o desempenho do Ibovespa (BOV:IBOV), pressionar o câmbio da paridade Dólar Americano e Real Brasileiro (FX:USDBRL) e aumentar a volatilidade dos contratos futuros negociados na B3, especialmente em momentos de aversão global ao risco. Além disso, o deslocamento de recursos para os mercados norte-americanos favorece ativos considerados mais seguros diante das incertezas geopolíticas.
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