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Felipe Fraga revela negociações com montadoras e comenta experiência no Endurance

Em entrevista exclusiva ao Parabólica, Fraga comentou desempenho internacional e chances de se tornar piloto de fábrica.




Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Dividindo-se entre o cockpit do novo Ford Mustang GT3 nos Estados Unidos, os protótipos Oreca na Europa e os SUVs da Stock Car no Brasil, Felipe Fraga explicou sobre as diferenças, processos nas categorias e as possibilidades de vaga nas principais classes do endurance mundial.

Recentemente, o piloto enfrentou o tradicional circuito de Long Beach pela IMSA WeatherTech SportsCar Championship. Pilotando o Mustang GT3 da Myers Riley Motorsports, Fraga e sua companheira Sheena Monk conquistaram o P7 na classe GTD após um stint final no mínimo “caótico”. O resultado animou a equipe que busca o “Bob Akin Award”, a classificação paralela para pilotos de graduação Bronze que premia o vencedor com um convite automático para as 24 Horas de Le Mans em 2027.

“O Mustang é um carro novo e estamos evoluindo a cada etapa. Em Long Beach, o BOP (Balance of Performance) finalmente nos permitiu lutar. A Sheena fez um trabalho incrível, sendo a segunda melhor entre os Bronzes, e eu consegui colocar um ritmo forte no final para garantir os pontos.

“Atualmente, estamos em segundo no campeonato de Bronze, e esse é o nosso grande foco: colocar esse carro em Le Mans no ano que vem.”

A temporada de 2026 tem colocado o tocantinense ao lado de grandes nomes do automobilismo. Nas 24 Horas de Daytona, dividiu o box com o ex-Fórmula 1 Romain Grosjean, que também fez parte do programa LMDh da Lamborghini. Já no European Le Mans Series (ELMS), sua parceria é com o francês Charles Milesi, piloto da Alpine no WEC e referência na classe LMP2.

“Eu adoro ter companheiros tão bons, porque é também um jeito de mostrar para as fábricas que eu posso andar no mesmo nível que eles”, afirmou o brasileiro.

“Foi muito legal andar com o Grosjean, um cara super talentoso! Andou 7 anos de Fórmula 1, o que não é para qualquer um. Chegar na F1 já é muito difícil, mas correr tantas temporadas é para poucos, então é uma ótima experiência.”



Foto: Felipe Fraga / Reprodução

Fraga também comentou sobre o desempenho nos testes da ELMS em Barcelona, onde esteve muito próximo dos tempos de Milesi, o que serviu como um cartão de visitas para as montadoras:

“Com Charles está sendo incrível! Ele hoje, se não é o mais rápido, é um dos pilotos mais rápidos de LMP2 do mundo. E eu estava com um ritmo muito parecido ao dele em Barcelona, para mim isso é um privilégio. As equipes e fábricas estão assistindo, é uma oportunidade de andar próximo ou me igualar a esses pilotos e quem sabe um dia correr um hypercar, o que é meu sonho.”

Apesar do grande desempenho nos GTs e Protótipos, Felipe Fraga não esconde que seu olhar está fixo no topo: A classe Hypercar (WEC) ou GTPs (IMSA). O piloto confirmou que já mantém conversas com duas montadoras para futuras temporadas.

“Estive em conversa com duas fábricas ano passado, e este ano estou em conversa com duas fábricas também.” “Eu vejo o Felipe Nasr lá agora e sei que esse é o caminho natural. Tem dia que acordo e acho que o contrato de Hypercar está perto, tem dia que acho longe, mas a verdade é que as fábricas estão nos assistindo agora. Meu sonho é lutar por vitórias gerais em Le Mans e Daytona, e sinto que estou no processo certo para quando essa ligação chegar.”

Mesmo com a agenda apertada no cenário internacional de sportscars, o piloto reafirmou o compromisso com a Stock Car. O bicampeão destacou com carinho que, apesar do sonho no endurance, pretende seguir competindo na principal categoria do automobilismo brasileiro.

Fonte: Clique aqui