
Conta de luz dispara em 2026. Reajustes chegam a quase 20% e atingem milhões de consumidores
Cerca de 35 milhões de unidades consumidoras no Brasil já enfrentam ou devem enfrentar reajustes nas contas de energia elétrica ainda no primeiro semestre de quarta-feira (22/04). Esse volume representa quase 40% do total de consumidores do país. Levantamento realizado pela CNN, com base em dados da Aneel, mostra que os aumentos aprovados e ainda em análise superam, em muitos casos, a inflação oficial, com picos próximos de 20%.
O cenário observado contrasta com a estimativa divulgada anteriormente pela agência reguladora. A Aneel havia projetado aumento tarifário médio de 8% para 2026 em seus relatórios setoriais. No entanto, distribuidoras relevantes já apresentam revisões bem acima desse patamar. A Copel, responsável por atender cerca de 5 milhões de unidades consumidoras no Paraná, está com revisão tarifária em consulta pública indicando aumento médio de 19,2%. A CPFL Santa Cruz, com atuação em 45 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Paraná e pouco mais de 400 mil clientes, apresenta reajuste próximo de 19%. Já CPFL Paulista, Coelba e Enel Rio concentram parte importante do impacto, com elevações variando entre cerca de 12% e mais de 19%.
A dinâmica regional evidencia diferenças importantes. No Norte e no Nordeste, algumas distribuidoras conseguiram limitar os reajustes por meio da antecipação de recursos vinculados ao Uso de Bens Públicos. Esse mecanismo regulatório contribuiu para manter determinados índices abaixo de dois dígitos. Em contraste, no Sul e no Sudeste, onde essa estratégia teve menor alcance, os aumentos aparecem de forma mais direta e com maior impacto sobre o consumidor final.
Apesar do cenário predominante de alta, há exceções. Algumas distribuidoras registraram reajustes mais moderados, entre 5% e 7%, beneficiadas por instrumentos específicos de alívio tarifário aplicáveis às suas áreas de concessão.
Entre os principais vetores estruturais desses aumentos está o avanço dos encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético. Esse fundo financia políticas públicas do setor elétrico e é custeado compulsoriamente pelos consumidores via tarifa. O crescimento contínuo desse componente tem pressionado as revisões tarifárias e contribuído para que os reajustes finais ultrapassem as projeções iniciais da Aneel.
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