
Racismo e confusão: jogador do Operário-PR acusa torcedor do Vila Nova de chamá-lo de “macaquinho”
Na noite de sábado (18), o atacante caboverdense Berto, do Operário-PR, acusou um torcedor do Vila Nova de tê-lo chamado de “macaquinho”, ao término da partida vencida por 2 a 1 pelo Tigre, em Goiânia, válida pela 5ª rodada da Série B do Brasileirão.
Diante do ato racista, Berto discutiu com apoiadores do Vila Nova que estavam na tribuna do estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). A partir daí, jogadores da equipe paranaense e torcedores colorados começaram a lançar objetos uns contra os outros. Durante a confusão, o atacante foi aos prantos.
Segundo o jornal goiano O Popular, o presidente do Operário-PR, Álvaro Góes, acabou com sangramento no rosto, ao ser atingido por uma garrafa jogada das arquibancadas.
Após a batalha campal, Hugo Jorge Bravo, mandatário do Vila Nova prometeu durante entrevista a diversos veículos identificar o torcedor acusado de racismo para encaminhá-lo à delegacia. “O Operário é um dos clubes que tem maior credibilidade no país. Eu estou extremamente envergonhado com o que aconteceu”, declarou Bravo, na ocasião.
Em nota, o clube paranaense repudiou a ocorrência:
O mesmo tom adotado pela direção da equipe goiana:
Segundo o site do Senado Federal, a Lei nº 14.532/2023, que alterou a Lei 7.716/1989, equiparou a injúria racial ao crime de racismo no Brasil. Agora, ofender a dignidade de alguém com base em raça, cor, etnia ou origem é crime imprescritível e inafiançável, com pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa.
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