
Agro brasileiro bate recorde de exportações no primeiro trimestre de US$ 38,1 bilhões, volume maior compensa queda de preços
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de quinta-feira (16/04), estabelecendo um novo recorde para o período, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura. O resultado representa uma alta de 0,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, equivalente a um avanço de US$ 342 milhões frente aos US$ 37,74 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. Apesar do crescimento, a participação do setor nos embarques totais do País recuou para 46,3%, ante 49,1% no ano anterior.
O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,8% no volume exportado, que conseguiu neutralizar a queda de 2,8% nos preços médios das commodities. O movimento reflete um cenário internacional ainda pressionado para preços, mas com demanda resiliente para produtos brasileiros.
“Entre os fatores associados ao recuo está a redução do preço médio das cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja”, justificou a pasta, em nota técnica.
Na avaliação do ministério, o resultado também está diretamente ligado à expansão de mercados internacionais. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos destinos para produtos do agronegócio, fortalecendo sua presença global e ampliando oportunidades comerciais.
“O resultado do trimestre reflete a competitividade do agro brasileiro, mas também um trabalho permanente de abertura e ampliação de mercado. É esse esforço que permite consolidar destinos já relevantes, ampliar o espaço de produtos brasileiros no exterior e dar mais previsibilidade ao comércio internacional do agro”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua, na nota.
Entre os principais segmentos exportadores, o complexo soja liderou com US$ 12,13 bilhões, seguido por carnes (US$ 8,12 bilhões), produtos florestais (US$ 3,94 bilhões), café (US$ 3,32 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 2,33 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,08 bilhões). Esses setores concentraram 83,8% das vendas externas do agronegócio no período, com destaque para recordes nas exportações de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume.
No recorte geográfico, a China manteve a liderança como principal destino, com US$ 11,33 bilhões em compras, equivalente a 29,8% do total exportado pelo setor e crescimento de 4,7% na comparação anual. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 5,67 bilhões, enquanto os Estados Unidos registraram queda significativa, com US$ 2,24 bilhões e retração de 31,2%. Outros mercados como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia ganharam relevância recente nas exportações brasileiras.
Do lado das importações, o Brasil comprou US$ 5,014 bilhões em produtos agropecuários no primeiro trimestre, queda de 3,3% na comparação anual. Em contrapartida, houve aumento expressivo de 23,9% nas importações de fertilizantes, totalizando US$ 3,06 bilhões, enquanto as compras de defensivos agrícolas recuaram 11,5%, para US$ 891,4 milhões.
O saldo da balança comercial do agronegócio foi positivo em US$ 33,073 bilhões, superando os US$ 32,562 bilhões registrados no mesmo período de 2025, consolidando o setor como um dos principais pilares das contas externas brasileiras.
“O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio internacional porque há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de responder às demandas dos mercados. Quero reafirmar que, na nossa gestão, vamos seguir trabalhando para fortalecer essa base e ampliar as oportunidades para os produtos brasileiros no exterior”, disse o ministro André de Paula, na nota.
O avanço das exportações do agronegócio tende a gerar impactos relevantes sobre o mercado financeiro brasileiro, especialmente ao sustentar o superávit comercial e contribuir para a entrada de dólares no País. Esse fluxo cambial pode favorecer a valorização do real frente ao dólar (FX:USDBRL), além de influenciar positivamente empresas ligadas à cadeia agroexportadora, como tradings, frigoríficos e produtores listados na bolsa de valores. Por outro lado, a queda nos preços internacionais das commodities segue como fator de atenção para margens e precificação desses ativos.
Mesmo sem uma cotação específica associada ao dado divulgado, o recorde nas exportações reforça a importância estrutural do agronegócio para a economia brasileira em um momento de incertezas globais. O setor continua sendo um dos principais vetores de geração de divisas e estabilidade macroeconômica, o que tende a ser monitorado de perto por investidores na bolsa de valores e no mercado cambial.
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