
Minerva Foods lucra R$ 87 milhões no 1T26, mas efeito cambial pressiona resultado; ações avançam na B3
Minerva (BOV:BEEF3) registra queda de 52,8% no lucro líquido no 1T26, apesar de receita recorde de R$ 13,4 bilhões e forte crescimento operacional; mercado reage positivamente às ações da companhia
A Minerva Foods (BOV:BEEF3), uma das maiores exportadoras de carne bovina da América do Sul, reportou na terça-feira (06/05), após o fechamento da bolsa de valores brasileira, lucro líquido de R$ 87,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 52,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Apesar da retração no lucro, pressionada principalmente pelo impacto cambial e pelo resultado financeiro negativo, a companhia apresentou crescimento operacional robusto, com avanço da receita líquida, expansão do Ebitda e aumento do volume de vendas.
O balanço financeiro da Minerva mostra um cenário de operação resiliente em meio à elevada volatilidade global do setor de proteína bovina. A valorização do real frente ao dólar afetou diretamente o resultado financeiro da companhia, reduzindo a rentabilidade líquida. Ainda assim, o mercado enxergou sinais positivos na manutenção da geração operacional, na demanda internacional aquecida e na estratégia de diversificação geográfica da empresa.
O Ebitda consolidado da Minerva somou R$ 1,118 bilhão no trimestre, crescimento anual de 16,2%, enquanto a margem Ebitda ficou em 8,3%, levemente abaixo dos 8,6% observados um ano antes. A receita líquida avançou 19,8%, atingindo R$ 13,4 bilhões. Em bases acumuladas de 12 meses, a companhia alcançou recordes históricos, com receita líquida de R$ 57 bilhões e Ebitda de R$ 5 bilhões.
Segundo o CFO Edison Ticle, o trimestre foi marcado por forte volatilidade nos mercados globais e no câmbio, mas a empresa conseguiu preservar o ritmo de crescimento operacional. O executivo destacou que o principal fator para a queda do lucro líquido foi o desempenho financeiro negativo decorrente da apreciação do real no período.
A alavancagem líquida permaneceu estável em 2,7 vezes dívida líquida/Ebitda ao final de março, enquanto a posição de caixa da companhia encerrou o trimestre próxima de R$ 11 bilhões. Já o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 800 milhões, impactado por fatores sazonais relacionados ao capital de giro e ao pagamento de fornecedores, especialmente pecuaristas que postergaram recebimentos do quarto trimestre de 2025 para o início de 2026.
A estratégia financeira da Minerva também continuou focada na gestão ativa dos passivos. Desde o início de 2026, a empresa recomprou cerca de US$ 228,9 milhões em bonds internacionais, o equivalente a aproximadamente R$ 1,2 bilhão. No acumulado desde 2025, as recompras já somam US$ 613,7 milhões. Além disso, a emissão de US$ 600 milhões em títulos com vencimento em 2036 registrou demanda 2,5 vezes superior à oferta.
No lado operacional, a Minerva iniciou 2026 com forte crescimento das exportações. O volume total comercializado chegou a 481,7 mil toneladas no trimestre, alta de 16,2% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A receita bruta consolidada atingiu R$ 14,5 bilhões, avanço de 21,3%, com as exportações respondendo por 55% da receita total.
O CEO Fernando Queiroz destacou que o cenário global continua favorável para exportadores sul-americanos, principalmente devido à restrição de oferta de carne bovina em mercados relevantes. Segundo o executivo, China e Estados Unidos permanecem como os principais destinos das exportações da companhia, enquanto a diversificação geográfica fortalece a mitigação de riscos comerciais e geopolíticos.
As ações da Minerva (BOV:BEEF3) operavam em alta na bolsa de valores brasileira nesta quarta-feira (07/05). Por volta das 13h58, os papéis avançavam 3,54%, cotados a R$ 4,10, após abrirem o pregão a R$ 4,08. Durante o dia, os ativos oscilaram entre a mínima de R$ 4,04 e a máxima de R$ 4,20, refletindo uma reação positiva do mercado ao crescimento operacional e ao avanço das exportações, apesar da queda expressiva do lucro líquido.
A Minerva Foods atua no segmento de proteína bovina e exportação de alimentos, com operações espalhadas por diversos países da América do Sul. A companhia é uma das principais fornecedoras de carne bovina para mercados internacionais, especialmente China, Estados Unidos e Oriente Médio, competindo com gigantes do setor como JBS (BOV:JBSS3), Marfrig (BOV:MRFG3) e BRF (BOV:BRFS3). A estratégia da empresa combina expansão internacional, diversificação de mercados e gestão financeira ativa.
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