
Jornais internacionais repercutem confusão em jogo do Flamengo
Veículos internacionais destacam episódios de caos no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, durante jogo da Libertadores
8 mai
2026
– 01h03
(atualizado às 01h03)
A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores, sofreu cancelamento por parte da Conmebol devido a uma noite em que preponderou o caos no Estádio Atanasio Girardot. O confronto sofreu interrupção após protestos intensos da torcida local, que lançou fogos, bombas e até tentou invadir o gramado.
Segundo o jornal espanhol “Diario As”, a ação dos ultras do Medellín não foi espontânea, mas resultado de planejamento. O objetivo seria provocar punições ao clube, em meio ao descontentamento com os maus resultados e com a postura do acionista majoritário, Raúl Giraldo.
“Antes da partida, já se conheciam as intenções dos ultras do DIM; eles arquitetaram todo tipo de plano para que a Conmebol punisse severamente o clube. O próprio Giraldo tentou amenizar a polêmica que havia gerado na partida contra o Águilas Doradas, quando confrontou a torcida após a derrota por 2 a 1”, cita trecho de reportagem do veículo de Madri.
Vídeo: veja o momento em que Medellín x Flamengo é interrompido
Clima de hostilidade em Medellín x Flamengo
O argentino “Olé” também destacou a rejeição da torcida ao dirigente, lembrando o episódio recente em que ele apareceu aparentemente sob embriaguez. Também mencionou que Giraldo provocou os próprios torcedores após a eliminação precoce na liga colombiana.
“Havia fogo atrás de um dos gols, torcedores entraram em campo e lançaram sinalizadores. Os torcedores demonstraram muito chateação com os resultados recentes do time no torneio local, do qual foi eliminado. Além disso, eles questionam muito as lideranças. O maior acionista do clube, Raúl Giraldo, após a partida contra o Águilas Doradas, entrou em campo e mostrou cédulas aos torcedores, rindo”, destaca trecho de reportagem do jornal.
Por fim, o colombiano “El Colombiano” lamentou que o futebol sucumbiu novamente à violência das arquibancadas. Assim, descreveu como o clima já era hostil antes do apito inicial e como explosões e fumaça tomaram conta do estádio logo nos primeiros minutos:
“Em questão de minutos, a arquibancada norte se transformou no epicentro do caos. Os torcedores começaram a descer para os setores inferiores, continuando a lançar fogos de artifício e a acender sinalizadores. Alguns, com capuzes, alimentavam o caos em meio às colunas de fumaça que já cobriam setores inteiros do estádio. A polícia teve que reforçar sua presença ao redor do campo para evitar uma invasão que parecia iminente”.
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