
Ultrapar dispara no lucro do 1T26, com avanço da Ipiranga e reforço operacional da Hidrovias
Resultado trimestral da Ultrapar supera estimativas do mercado, com lucro 151% maior, Ebitda recorde e melhora da alavancagem; ações UGPA3 operam em queda no pregão apesar do balanço forte
A UGPA3, dona da Ipiranga, Ultracargo e Extrafarma, reportou lucro líquido de R$ 914 milhões no primeiro trimestre de 2026, um salto de 151% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho acima das expectativas do mercado foi divulgado na quarta-feira (06/05), após o fechamento da bolsa de valores brasileira B3.
O resultado reforça a recuperação operacional da companhia em meio a um ambiente mais favorável para o setor de distribuição de combustíveis, especialmente após medidas de combate a irregularidades no mercado. O desempenho da Ipiranga, principal unidade da Ultrapar, foi determinante para o avanço do balanço, além da consolidação dos ativos da Hidrovias no período.
O Ebitda ajustado praticamente dobrou na comparação anual, avançando mais de 96%, para R$ 2,3 bilhões. O número ficou acima da média das projeções compiladas pela LSEG, que apontavam Ebitda de R$ 2 bilhões no trimestre. Já o lucro líquido também superou as expectativas dos analistas, que estimavam R$ 688 milhões para o período.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 36,752 bilhões entre janeiro e março de 2026, crescimento de 10,27% frente ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve leve retração de 3,2%.
Outro destaque do balanço foi a geração de caixa operacional, que somou R$ 1,1 bilhão no trimestre. A alavancagem financeira caiu para 1,5 vez, contra 1,7 vez um ano antes. Considerando os efeitos do risco sacado, o indicador permaneceu em 1,7 vez, em linha com dezembro de 2025.
A Ipiranga registrou crescimento de 8% no volume total de vendas. Segundo a Ultrapar, o avanço reflete a recuperação gradual do mercado após a redução de práticas irregulares no setor de combustíveis. A companhia citou os impactos positivos da operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal no segundo semestre de 2025 para combater esquemas de adulteração e fraudes no segmento.
A empresa também destacou que o aumento das importações contribuiu para garantir o abastecimento do mercado nacional, favorecendo o desempenho comercial da distribuidora no trimestre.
Mesmo com os números robustos, as ações da Ultrapar operavam em queda nesta quinta-feira (07/05), refletindo possível realização de lucros após a forte valorização recente dos papéis. Por volta das 14h25, os ativos UGPA3 recuavam 0,57%, cotados a R$ 29,40, após abrirem o pregão em R$ 30,20. No dia, os papéis oscilaram entre a mínima de R$ 29,12 e a máxima de R$ 30,59. No acumulado de 52 semanas, a ação varia entre R$ 15,58 e R$ 30,81.
A Ultrapar atua nos setores de distribuição de combustíveis, logística integrada e armazenagem, sendo controladora da Ipiranga, Ultracargo e outros negócios ligados à infraestrutura e energia. A companhia figura entre os principais grupos privados do segmento no Brasil e compete com empresas como Vibra Energia (BOV:VBBR3) e Raízen (BOV:RAIZ4) na distribuição de combustíveis.
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