
Azul reduz prejuízo em 97,6% no 1T26, após saída do Chapter 11 e ações disparam na B3
Azul SA (BOV:AZUL3) registra Ebitda recorde de R$ 1,69 bilhão, melhora operacional robusta e reação positiva do mercado após reestruturação financeira nos Estados Unidos
A Azul SA (BOV:AZUL3) divulgou nesta quinta-feira (07/05) seu primeiro balanço financeiro após a conclusão do processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, equivalente à recuperação judicial norte-americana. A companhia aérea reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma melhora expressiva de 97,6% frente ao prejuízo de R$ 1,8 bilhão registrado no mesmo período de 2025.
O resultado reforça a percepção de recuperação operacional da companhia após meses de forte pressão financeira e renegociação de dívidas. O mercado passou a monitorar mais de perto a capacidade da Azul (BOV:AZUL3) em reconstruir margens, elevar geração de caixa e retomar crescimento sustentável depois da reestruturação concluída em fevereiro.
Excluindo efeitos ligados às debêntures conversíveis, ativos fiscais diferidos e demais impactos da reestruturação, o lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 1,42 bilhão no trimestre, crescimento anual de 81,5%.
Outro destaque do balanço foi o Ebitda recorde para um primeiro trimestre. O indicador avançou 22,6% na comparação anual, totalizando R$ 1,69 bilhão. Já a margem Ebitda alcançou 31,1%, expansão de 5,4 pontos percentuais.
O resultado operacional também veio acima do observado no ano anterior. O lucro operacional atingiu R$ 1 bilhão entre janeiro e março, alta de 83,1%, enquanto a margem operacional subiu para 19,1%.
A receita líquida consolidada somou R$ 5,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 1,4% frente ao mesmo período de 2025. A receita com transporte de passageiros totalizou R$ 5 bilhões, alta de 0,6%, enquanto a divisão de cargas e outras receitas cresceu 12,1%, alcançando R$ 422,6 milhões.
Já o resultado financeiro líquido avançou 78,1% na mesma base comparativa, chegando a R$ 378,5 milhões.
No mercado, as ações da Azul (BOV:AZUL3) operavam em forte volatilidade nesta quinta-feira (07/05). Por volta das 16h20, os papéis subiam 1,15%, cotados a R$ 38,75, após abrirem o pregão em R$ 41,00. Durante o dia, os ativos oscilaram entre mínima de R$ 37,01 e máxima de R$ 41,25, refletindo a reação dos investidores ao primeiro balanço pós-reestruturação da companhia aérea. O desempenho mantém AZUL3 próxima da máxima das últimas 52 semanas, de R$ 41,25.
A Azul é uma das principais companhias aéreas do Brasil, com forte presença em rotas regionais e elevada capilaridade operacional. A empresa concorre diretamente com Gol Linhas Aéreas (BOV:GOLL4) e LATAM Airlines, atuando no transporte de passageiros, cargas e logística aérea. A companhia ficou conhecida por sua estratégia de conectividade regional e expansão da malha doméstica brasileira.
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