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Vibra Energia dispara no lucro do 1T26, com avanço operacional e expansão da rede de postos

VBBR3 lucra R$ 1,6 bilhão no 1T26, impulsionada por preços de combustíveis, combate à ilegalidade e crescimento da rede embandeirada

A Vibra Energia (BOV:VBBR3) reportou um forte crescimento nos resultados do primeiro trimestre de 2026, reforçando sua posição como uma das maiores distribuidoras de combustíveis da bolsa de valores brasileira. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,613 bilhão no período, salto de 168% frente ao mesmo trimestre de 2025. No critério ajustado, o lucro somou R$ 1,49 bilhão, avanço anual de 63%.

O resultado fortalece a percepção de que a Vibra vem conseguindo capturar ganhos operacionais relevantes em um ambiente mais favorável para distribuidoras embandeiradas. A combinação entre preços mais elevados dos combustíveis, eventual restrição de oferta e intensificação do combate à ilegalidade no setor impulsionou a migração de clientes de postos bandeira branca para redes estruturadas, favorecendo diretamente a expansão comercial da companhia.

O Ebitda ajustado da Vibra Energia atingiu R$ 3,204 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 58% na comparação anual. Já a receita líquida avançou 7%, para R$ 48,251 bilhões. O volume de vendas também apresentou expansão, subindo 4% no período, para 8,737 milhões de metros cúbicos.

Segundo a companhia, a estratégia comercial continuou acelerando a expansão da rede de postos. A Vibra adicionou 155 novos postos durante o trimestre e encerrou março com 7.514 unidades, representando crescimento líquido de 58 postos frente ao trimestre anterior.

Na carta que acompanha o balanço financeiro, o CEO Ernesto Pousada destacou que a Vibra capturou de forma intensa o movimento de migração de consumidores e revendedores para redes embandeiradas. O executivo ressaltou que o posicionamento da companhia como “pure-play” de distribuição no Brasil permitiu ampliar participação de mercado mesmo em um ambiente competitivo.

Na estrutura de capital, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 18,615 bilhões, recuo de 9% na comparação anual e queda de 3% frente ao encerramento de 2025. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2 vezes, abaixo das 2,4 vezes registradas no quarto trimestre de 2025, embora acima das 1,8 vez observadas no primeiro trimestre do ano passado.

As ações da Vibra Energia (BOV:VBBR3) operavam em queda nesta quinta-feira (07/05), apesar do balanço robusto. Por volta das 15h56, os papéis recuavam 0,62%, cotados a R$ 32,32. Durante o pregão, os ativos oscilaram entre mínima de R$ 32,07 e máxima de R$ 33,18, após abertura em R$ 32,87. O movimento sugere realização de lucros e cautela do mercado após a forte valorização acumulada nos últimos meses, mesmo diante da melhora operacional da companhia.

A Vibra Energia atua no setor de distribuição de combustíveis, lubrificantes e energia, sendo uma das maiores empresas do segmento no Brasil. A companhia opera uma ampla rede de postos de combustíveis, além de atuar em soluções energéticas, logística e comercialização de produtos. Entre seus principais concorrentes estão a Raízen e a Ultrapar, dona da rede Ipiranga.

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