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TIM lucra R$ 821 milhões no 1T26, com avanço do pós-pago e crescimento da receita na B3

Operadora reporta alta de receita e Ebitda no resultado trimestral, mas maior carga tributária limita o lucro; ações recuam no pregão desta quarta-feira (06/05)

A TIM S.A. (BOV:TIMS3) apresentou um lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 1,3% na comparação anual, refletindo a evolução consistente do segmento pós-pago e o controle de custos operacionais. O desempenho reforça a estratégia da companhia de priorizar clientes de maior valor agregado na bolsa de valores brasileira (B3).

O resultado da TIM (TIMS3) evidencia uma dinâmica já observada nos últimos trimestres: a migração de clientes do pré-pago para o pós-pago, combinada com reajustes tarifários e expansão da base, tem sustentado o crescimento da receita líquida e da rentabilidade. Ainda assim, o aumento relevante nas despesas com impostos acabou limitando um avanço mais expressivo do lucro.

No período, o Ebitda normalizado somou R$ 3,287 bilhões, alta de 6,6% frente ao mesmo trimestre de 2025, com margem de 48,3%, praticamente estável. A receita líquida avançou 6,5%, atingindo R$ 6,806 bilhões, com destaque para os serviços móveis, que representam mais de 90% do faturamento e cresceram 5,6%, totalizando R$ 6,2 bilhões.

O segmento pós-pago foi o principal vetor de crescimento, com alta de 7,5%, impulsionado pela migração de clientes e aumento de preços. Por outro lado, o pré-pago seguiu em retração, com queda de 6,5% na receita. Já o segmento fixo apresentou forte expansão de 22,8%, somando R$ 391 milhões, enquanto a venda de produtos cresceu 5,4%, para R$ 162 milhões.

Os custos operacionais subiram 6,3%, totalizando R$ 3,5 bilhões, em linha com o aumento das receitas. No resultado financeiro, a companhia registrou despesa de R$ 530 milhões, redução de 11,5% na base anual. Já a linha de imposto de renda e contribuição social (IR/CS) somou R$ 170 milhões, avanço de 75%, impactada pelo maior lucro antes dos tributos e menor distribuição de juros sobre capital próprio (JSCP).

A TIM também elevou sua capacidade de investimento, com aportes de R$ 1,354 bilhão no trimestre (+1,1%), focados na expansão da cobertura e melhoria da rede, especialmente no 5G. O fluxo de caixa livre cresceu 54%, atingindo R$ 453 milhões, reforçando a geração de valor da companhia. A dívida líquida encerrou o período em R$ 11,3 bilhões, com alavancagem estável em 0,82 vez.

As ações da TIM (TIMS3) operam em queda nesta quarta-feira (06/05), refletindo uma leitura mais cautelosa do mercado sobre o impacto da carga tributária no resultado. Por volta das 10h16, os papéis eram negociados a R$ 25,57, baixa de 3,62% em relação ao fechamento anterior de R$ 26,53. No pregão, a ação abriu em R$ 26,53, atingiu máxima de R$ 26,57 e mínima de R$ 25,30, indicando pressão vendedora ao longo da manhã.

A TIM S.A. (BOV:TIMS3) é uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, com foco em serviços móveis, internet e soluções digitais. A companhia compete diretamente com empresas como Vivo (Telefônica Brasil) e Claro, destacando-se pela forte atuação no segmento pós-pago e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia, incluindo o 5G.

O resultado trimestral da TIM (TIMS3) reforça sua estratégia de crescimento com foco em rentabilidade e expansão do pós-pago, apesar dos desafios fiscais. Para o investidor que acompanha ações da TIM, dividendos e desempenho operacional na B3, o momento exige atenção à evolução das margens e à dinâmica tributária.

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