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Telefônica Brasil cai, após UBS BB rebaixar recomendação para venda e cortar preço-alvo

Relatório do banco aponta crescimento mais fraco de fluxo de caixa e menor atratividade frente a pares do setor de telecomunicações; ações da Vivo caem no pregão desta quarta-feira (11/03)

A Telefônica Brasil S.A. (BOV:VIVT3), controladora da marca Vivo, registrava forte queda nas negociações desta quarta-feira (11/03) após o UBS BB promover um duplo rebaixamento da recomendação para suas ações, passando de compra para venda. O banco também revisou o preço-alvo para os papéis de R$ 37,50 para R$ 36, indicando visão mais cautelosa para o desempenho futuro da operadora na bolsa de valores brasileira.

Às 10h34, as ações VIVT3 recuavam 3,21%, cotadas a R$ 40,75, refletindo a reação imediata do mercado ao relatório. O movimento coloca o papel entre as maiores quedas do dia no Ibovespa, índice de referência da bolsa de valores brasileira.

Segundo os analistas do UBS BB, após cerca de três anos com visão construtiva sobre a Telefônica Brasil e o setor de telecomunicações da América Latina, a instituição passou a adotar uma abordagem mais seletiva. Apesar de o ambiente operacional permanecer relativamente favorável, as projeções indicam crescimento de fluxo de caixa livre (FCF) de cerca de 5% ao ano, abaixo da média estimada de 12% para empresas latino-americanas do setor.

O relatório aponta que a normalização do crescimento da companhia deixou de ser compensada pela avaliação de mercado. Os rendimentos provenientes de dividendos e fluxo de caixa livre recuaram para níveis de um dígito, reduzindo o potencial de retorno aos investidores.

Na avaliação do banco, esse cenário cria um perfil de retorno considerado pouco atrativo quando comparado ao custo de capital da empresa, fazendo com que a Telefônica Brasil seja vista como uma das menos atrativas entre as operadoras de telecomunicações da região acompanhadas pelo UBS BB.

Os analistas também destacam que o potencial de expansão do fluxo de caixa permanece limitado. Mesmo em um cenário otimista — com margens de Ebitda acima da média histórica, ganhos adicionais de eficiência operacional e menor intensidade de investimentos — o crescimento anual do FCF poderia ficar entre 4% e 8% no período de 2025 a 2027, o que seria considerado o teto para o desempenho da empresa.

Entre os fatores de risco, o banco ressalta o comportamento das receitas de serviços móveis, que representam cerca de dois terços das vendas da operadora. O segmento apresenta desaceleração estrutural em direção à inflação, o que tende a limitar o crescimento da receita e a capacidade de absorção de custos operacionais.

Em um cenário mais conservador, com margens retornando aos níveis históricos ou aumento de custos de leasing, o crescimento do fluxo de caixa poderia cair para patamares inferiores a um dígito, ampliando o risco de retorno negativo para os investidores.

Para chegar ao novo preço-alvo de R$ 36, o UBS BB utilizou um múltiplo de aproximadamente 4,2 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda) projetado para 2027, praticamente estável em relação ao cálculo anterior. Esse nível implica um yield de fluxo de caixa livre de cerca de 9,3% em 2027, alinhado ao observado entre operadoras de telecomunicações latino-americanas.

Ainda assim, na comparação com pares globais, o banco considera que a ação apresenta perfil de retorno inferior, com yield de FCF estimado em torno de 7% e carry yield próximo de 12%, deixando o papel cerca de 30% mais caro frente a concorrentes do setor.

Durante o pregão desta quarta-feira (11/03), os papéis da Telefônica Brasil ampliavam as perdas após o relatório. Às 12h06, VIVT3 era negociada a R$ 41,47, queda de 1,47%, após abrir o dia a R$ 40,00, com máxima de R$ 41,78 e mínima intradiária de R$ 39,23. O volume negociado ultrapassava 4,2 milhões de ações, sinalizando forte movimentação entre investidores.

A Telefônica Brasil (VIVT3) é uma das maiores empresas de telecomunicações da América Latina e opera no Brasil por meio da marca Vivo, oferecendo serviços de telefonia móvel e fixa, banda larga, TV por assinatura e soluções digitais. A companhia compete diretamente com operadoras como TIM Brasil (TIMS3) e Claro Brasil, atuando em um setor marcado por forte competição, alto investimento em infraestrutura e crescimento da conectividade digital.

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