
Sargento dos EUA é preso por lucrar US$ 400 mil com apostas sobre captura de Maduro
Militar teria usado informações confidenciais de operação para ganhar no mercado de previsões
Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos foi preso após ser acusado de usar informações confidenciais de uma operação militar para lucrar em apostas sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O caso, revelado pelo Departamento de Justiça norte-americano, é tratado como um dos primeiros episódios de uso de dados sigilosos em mercados de previsão.
Segundo as investigações, o militar Gannon Ken Van Dyke participou diretamente do planejamento da chamada “Operação Resolução Absoluta”, que resultou na captura de Maduro, em janeiro deste ano. Aproveitando o acesso a informações estratégicas e não públicas, ele teria feito uma série de apostas na plataforma Polymarket entre o fim de dezembro e o início de janeiro.
Ao todo, foram 13 apostas que somaram cerca de US$ 33 mil. Com o desfecho da operação militar, o sargento teria obtido mais de US$ 400 mil em ganhos, valor que chamou a atenção de autoridades e do próprio mercado.
Após receber os lucros, Van Dyke teria adotado uma estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte significativa dos valores foi transferida para carteiras de criptomoedas no exterior e, posteriormente, enviada a uma conta recém-criada em uma corretora online. Esse tipo de movimentação, comum em esquemas de ocultação financeira, fragmenta o caminho dos recursos e dificulta a identificação da origem.
As suspeitas se intensificaram no dia da operação militar, quando foram registradas movimentações consideradas atípicas na plataforma. O caso ganhou repercussão após a divulgação da missão, e passou a ser investigado por órgãos federais.
De acordo com os investigadores, o militar também tentou esconder sua identidade digital. Em 6 de janeiro de 2026, ele solicitou a exclusão da conta na Polymarket, alegando falsamente ter perdido o acesso ao e-mail cadastrado. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à sua conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome.
Apesar das tentativas de ocultação, a movimentação financeira e os registros digitais permitiram que as autoridades rastreassem o esquema. A plataforma de apostas, inclusive, colaborou com a investigação após identificar operações suspeitas.
Em nota oficial, o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, afirmou: “Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”.
Van Dyke responde agora por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, cada uma com pena máxima de até 10 anos de prisão. Ele também é acusado de fraude eletrônica, que pode levar a até 20 anos de detenção, além de transação monetária ilegal, com pena de até 10 anos.
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