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saiba como a cafeína afeta o corpo e quando o consumo vira problema

Bebida pode melhorar foco e humor, mas excesso prejudica sono, digestão e equilíbrio do organismo




Queridinho de brasileiros, café é uma das principais fontes de cafeína e tem efeitos diretos no organismo

Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Presente na rotina de milhões de brasileiros, o café é uma das principais fontes de cafeína e tem efeitos diretos no organismo, incluindo o aumento do estado de alerta e da concentração. Em doses moderadas, a substância pode trazer benefícios cognitivos e até contribuir para o humor, mas especialistas alertam que o consumo excessivo pode gerar prejuízos no sono, na digestão e na saúde geral.

De acordo com o HU Brasil, rede de hospitais universitários federais do Brasil, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a cafeína bloqueia a adenosina, substância responsável por sinalizar ao cérebro a necessidade de descanso. Esse mecanismo prolonga o estado de vigília e pode atrasar a liberação de melatonina, hormônio essencial para o início do sono.

A quantidade ingerida é determinante para os efeitos. O consumo de até cerca de 400 miligramas por dia — algo próximo de quatro xícaras — é considerado seguro para adultos saudáveis e pode melhorar foco, aprendizado e memória. Estudos também indicam associação entre consumo moderado e menor risco de declínio cognitivo.

Por outro lado, o excesso pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, tremores e aumento da frequência cardíaca. O Hospital Israelita Albert Einstein aponta que o consumo elevado pode levar ao desenvolvimento de tolerância, fazendo com que o organismo precise de doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos.



Procure cuidar da qualidade do sono em vez de investir na cafeína

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

O horário do consumo também influencia. A ingestão de cafeína no período da tarde ou à noite pode prejudicar a qualidade do descanso, reduzir o sono profundo e alterar fases importantes para a recuperação do corpo.

Além do impacto no sono, a bebida também interfere na saúde digestiva. Segundo o HU Brasil, o café pode aumentar a secreção ácida do estômago, estimular o funcionamento intestinal e, em alguns casos, agravar sintomas como refluxo, azia e desconforto abdominal, especialmente em pessoas mais sensíveis.

A resposta à cafeína varia entre os indivíduos e depende de fatores como genética, hábitos de vida e condições de saúde. Em alguns casos, o consumo excessivo pode estar associado a problemas cardiovasculares e neurológicos, além de piorar quadros de ansiedade e irritabilidade.

A recomendação é manter o consumo equilibrado e observar os sinais do próprio corpo. Reduzir gradualmente a ingestão, quando necessário, e evitar o uso como compensação para noites mal dormidas ajudarão a preservar o bem-estar e a qualidade de vida.



Excesso de cafeína pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, tremores e aumento da frequência cardíaca, alertam especialistas

Foto: Juliana Primon / Divulgação / Estadão

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