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Oscar cria regras contra IA: atores digitais e roteiros gerados não serão elegíveis

O Oscar acaba de dar sua resposta mais direta ao avanço da inteligência artificial na indústria do entretenimento. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas atualizou seu regulamento oficial em 1º de maio para a 99ª cerimônia e todas as seguintes, proibindo explicitamente que atores gerados por IA e roteiros escritos por IA sejam elegíveis a qualquer categoria da premiação.

As mudanças estão publicadas na página oficial de regras do Oscar e afetam essas duas categorias específicas. O documento agora determina que “apenas papéis creditados no pagamento legal do filme e comprovadamente interpretados por humanos com seu consentimento serão considerados elegíveis”. Já para a escrita, a nova redação exige que “o roteiro seja de autoria humana” e que haja um crédito explícito de roteirista no pagamento legal do filme para que a obra concorra em qualquer uma das categorias de escrita.

IA como ferramenta técnica ainda é permitida

O regulamento não bane o uso de inteligência artificial de forma absoluta. O documento deixa claro que certas aplicações são aceitas, especificamente “ferramentas digitais utilizadas na produção do filme“, que “não ajudam nem prejudicam as chances de obter uma indicação“. A Academia também informa que levará em conta “o grau em que um ser humano estava no centro da autoria criativa” e se reserva o direito de solicitar informações adicionais sobre o uso de IA generativa em qualquer produção inscrita.

O contexto que explica a mudança

A decisão não vem do nada. Dois casos recentes colocaram o tema em evidência. O primeiro foi Tilly Norwood, um ator inteiramente gerado por IA criado pela Xicoia, descrita como o primeiro “estúdio de talentos de inteligência artificial do mundo“. Norwood virou notícia depois que relatórios apontaram que grandes agências de talentos de Hollywood teriam demonstrado interesse em representá-lo. O segundo caso envolve Gladiador 2, que alegadamente usou a imagem de figurantes, sem consentimento, para gerar digitalmente uma arena lotada, em vez de preencher o espaço com pessoas reais.

Fonte: GamesRadar

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