
Oncoclínicas obtém tutela contra BRB, e ação cai 7% na bolsa de valores
Decisão judicial impede Banco de Brasília de alterar governança de FIPs com ações da ONCO3; papéis recuam para R$2,39, com forte volatilidade no pregão
A Oncoclínicas (BOV:ONCO3) informou ao mercado nesta terça-feira (03/03) que obteve uma tutela antecipada em caráter antecedente para impedir o Banco de Brasília (BRB) de promover mudanças na gestão ou na governança dos fundos de investimento em participações (FIPs) que detêm ações da companhia.
Segundo comunicado, a decisão liminar também proíbe o BRB de dispor sobre as cotas e ativos desses fundos, travando qualquer movimentação que possa afetar a estrutura acionária da empresa no curto prazo. A companhia ressaltou, no entanto, que a medida não representa um desfecho definitivo, estando sujeita a recursos previstos em lei.
O movimento ocorre em meio à disputa envolvendo as cotas anteriormente detidas pelo Banco Master, que foram transferidas ao BRB após liquidação extrajudicial. A Oncoclínicas já havia sinalizado que adotaria medidas, incluindo o exercício de opção de compra sobre os FIPs Quiron e Tessalia, veículos que concentram participação relevante na companhia.
Atualmente, o BRB possui 98,3 milhões de ações da Oncoclínicas, equivalentes a 8,68% do capital social, conforme informações disponíveis no site de relações com investidores da empresa. Vale lembrar que o Banco Master tornou-se acionista relevante em 2024, ao investir R$ 1 bilhão em uma rodada de aumento de capital por meio dos FIPs, alcançando 20% de participação — posteriormente diluída para 8,68% após novo aumento de capital.
No pregão desta terça-feira (03/03), durante o funcionamento da bolsa de valores, as ações ONCO3 registravam queda de 7,00%, cotadas a R$2,39 às 13h39. O papel abriu o dia a R$2,51, atingiu máxima de R$2,60 e mínima de R$2,30, evidenciando forte volatilidade intradiária e aumento no volume negociado, que somava 4,69 milhões de ações.
A reação negativa indica cautela dos investidores diante da incerteza jurídica e dos possíveis desdobramentos na estrutura de governança e controle indireto da companhia. No cenário mais amplo, o Ibovespa (BOV:IBOV) operava sem direção única, refletindo também o ambiente macroeconômico e o fluxo externo.
A Oncoclínicas (ONCO3) é uma das maiores redes de tratamento oncológico da América Latina, atuando na prestação de serviços médicos especializados em oncologia, hematologia e radioterapia. A companhia cresceu de forma acelerada nos últimos anos, combinando aquisições estratégicas, expansão orgânica e aumento de capital para financiar sua capacidade de investimento. Entre seus concorrentes estão grandes grupos hospitalares e redes integradas de saúde listadas na bolsa de valores.
Para quem acompanha ONCO3 hoje, cotações, balanço financeiro, resultado trimestral e indicadores fundamentalistas, vale monitorar de perto os desdobramentos jurídicos e seus possíveis impactos sobre a governança e a base acionária da companhia.
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