
Lavvi lucra R$ 70 milhões no 1T26, mas margem recua e ação cai mais de 5% na B3
Resultado trimestral da Lavvi (LAVV3) mostra avanço da receita líquida e backlog recorde, enquanto mercado reage à pressão nas margens e queima de caixa
A Lavvi Empreendimentos Imobiliários S.A. (BOV:LAVV3) reportou lucro líquido de R$ 70 milhões no primeiro trimestre de 2026, em um balanço financeiro marcado pelo crescimento da receita líquida, expansão do backlog e retração das margens operacionais. O resultado trimestral da incorporadora veio acompanhado de uma reação negativa das ações LAVV3 na bolsa de valores brasileira nesta quinta-feira (07/05).
A receita líquida da Lavvi somou R$ 373 milhões entre janeiro e março de 2026, avanço de 11% na comparação anual. Apesar do crescimento operacional, a margem líquida caiu 7,2 pontos percentuais, encerrando o trimestre em 18,7%, enquanto a margem bruta ajustada recuou 4,4 pontos percentuais, para 34,9%.
O desempenho reforça um cenário já observado entre incorporadoras listadas na B3: crescimento de vendas e expansão operacional continuam sustentando receitas robustas, mas custos de construção, aquisição de terrenos e pressão financeira seguem afetando a rentabilidade do setor imobiliário residencial de média e alta renda.
A Lavvi encerrou março com receita de vendas a reconhecer (backlog) de R$ 2,8 bilhões, crescimento anual de 15%, com margem de 38%. O indicador é acompanhado de perto por investidores por representar previsibilidade de receita futura e potencial de geração de caixa para os próximos trimestres.
Outro destaque do balanço foi o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) anualizado de 28%, nível considerado elevado para o segmento de incorporação imobiliária na bolsa de valores brasileira. Ainda assim, a companhia reportou queima de caixa ajustada de R$ 44 milhões no trimestre.
Desconsiderando aquisições de terrenos, porém, a Lavvi registrou geração de caixa de R$ 30 milhões, sinalizando que parte da pressão financeira esteve ligada à estratégia de expansão do landbank e continuidade dos projetos imobiliários.
A dívida líquida da companhia terminou o trimestre em R$ 468 milhões, em um momento em que investidores seguem atentos ao comportamento dos juros no Brasil e seus impactos sobre o crédito imobiliário, financiamento e demanda por imóveis.
No pregão desta quinta-feira (07/05), as ações da Lavvi (BOV:LAVV3) operavam em forte queda. Às 16h37, os papéis recuavam 5,45%, cotados a R$ 11,98, após abrirem o dia em R$ 12,68. Durante a sessão, os ativos oscilaram entre mínima de R$ 11,94 e máxima de R$ 12,68, refletindo a leitura mais cautelosa do mercado sobre a compressão das margens e a queima de caixa apresentada no trimestre.
A Lavvi atua no setor de incorporação imobiliária residencial de alto padrão, com forte presença na cidade de São Paulo. A companhia disputa espaço com outras incorporadoras listadas na B3, como Cyrela (BOV:CYRE3), EZTec (BOV:EZTC3) e Even (BOV:EVEN3), sendo reconhecida pelo foco em empreendimentos premium e gestão financeira disciplinada.
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