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jornalista britânico projeta 5º encontro em Copas

A Escócia volta a disputar uma Copa do Mundo depois de 28 anos. A última vez foi em 1998, quando a seleção enfrentou o Brasil na abertura daquela edição.

As seleções já se encontraram quatro vezes em Mundiais, em 1974, 1982, 1990 e 1998, com três vitórias brasileiras e um empate.

Brasil x Escócia em Copas

  • 1974: Brasil 0x0 Escócia
  • 1982: Brasil 4×1 Escócia
  • 1990: Brasil 1×0 Escócia
  • 1998: Brasil 2×1 Escócia

PLACAR conversou com Michael Grant, correspondente do futebol escocês no jornal britânico The Times, para entender as expectativas na para a volta do Tartan Army e para o novo duelo contra os pentacampeões. 

O maior jogo da história da Escócia

A Escócia estava um ponto atrás da Dinamarca, no grupo C das eliminatórias europeias, quando as duas seleções se enfrentaram em Glasgow, em novembro de 2025, em uma verdadeira “final” para definir qual delas iria para a Copa do Mundo, e qual iria para as repescagens.

Logo no início da partida, McTominay acertou uma bicicleta monumental para abrir o placar para o time da casa. Hojlund empatou para a Dinamarca em cobrança de pênalti, mas Schakland colocou a Escócia novamente à frente no placar. Dorgu marcou e empatou a partida em 2 a 2.

McTominay marca de bicicleta com três minutos de jogo para a Escócia – EFE/EPA/ROBERT PERRY

Foi nos acréscimos que Tierney acertou outro golaço para colocar os escoceses em vantagem. McLean acertou um chute épico do meio campo e sacramentou a vitória por 4 a 2 e a volta da seleção a Copa do Mundo depois de 28 anos.

O retorno do país à principal competição do futebol foi muito bem comemorado nos pubs escoceses. “Foi tão importante (a volta) que o governo escocês anunciou que o dia seguinte a estreia na competição contra o Haiti  será feriado nacional”, conta Michael Grant.

“E voltar da maneira como foi, em uma noite tão dramática, com os gols de Scott McTominay e Kenny McLean, fez com que essa se tornasse a maior partida da história da Escócia”, completa o jornalista.

De volta, mas agora é para se superar

No grupo C, a Escócia vai enfrentar, além do Brasil, Marrocos e Haiti. O sorteio foi considerado difícil para a seleção europeia, que espera passar pela primeira vez da fase de grupos da competição. Com o aumento de países no torneio, agora os oito melhores terceiros colocados se classificam para a segunda fase.

“Vai ter muita pressão para o jogo de abertura contra o Haiti, porque ele vai ser crucial para as esperanças da Escócia de se classificar. Os outros jogos parecem difíceis, muito difíceis”, analisa Grant.

Depois da estreia contra o Haiti e a segunda partida contra Marrocos, a Escócia enfrentará o Brasil novamente no torneio. 

 

“Escócia x Brasil é um caso de ‘lá vamos de nós de novo’. É preocupante que jogo seja o terceiro e ainda no calor de Miami, o que vai exigir muito dos jogadores escoceses. Eles devem ficar bem cansados. Mas, se a seleção tiver ido bem nas duas primeiras partidas, talvez ajude pegar o Brasil por último, se o Brasil já tiver se qualificado e decidir utilizar uma equipe mais ‘fraca’ no terceiro jogo”, comenta o jornalista sobre o encontro das duas seleções.

Para tentar fazer história e se classificar na fase de grupos pela primeira vez, a seleção escocesa conta com nomes bem conhecidos no futebol mundial, como McTominay, meia do Napoli, e Robertson, lateral do Liverpool; além de outros talentos não tão conhecidos. Sobre os nomes que o mundo deve ficar de olho, Grant destaca três:

“Ben Gannon-Doak é um jovem talento bem animador. Ele é um ponta de 20 anos do Bournemouth na Premier League inglesa, que foi contratado do Liverpool. Ele é muito rápido e vertical”. 

“No meio campo, Billy Gilmour joga junto com McTominay no Napoli e é um jogador calmo que, com seus passes e controle de bola, é muito importante para o time”.

“John McGinn é um dos jogadores favoritos dos torcedores escoceses. Ele é um experiente camisa 10 forte, que marcou 20 gols pelo seu país. Só quatro jogadores marcaram mais pela Escócia”, finaliza o jornalista

Fonte: Clique aqui