
Início de Rigoni no São Paulo tem insistência de técnico e vaias
Aos 22 minutos do segundo tempo da vitória da LDU sobre o São Paulo, Hernán Crespo decidiu sacar uma de suas falhas tentativas para reverter a desvantagem. Quando o sistema de som do MorumBis anunciou a entrada de Lucca para a saída de Emiliano Rigoni, numerosas vaias tomaram o estádio.
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Impaciente, a torcida protestou contra uma das contratações do Tricolor na janela, que foi a campo escalado como ala-direita e não brilhou. Porém, a atuação foi além de apenas apagada, ficando marcada também por uma oportunidade clara desperdiçada e um lançamento errado que deu início ao contra-ataque do gol equatoriano.
Com isso, completou sua quarta partida desde que retornou ao São Paulo. Ainda sem gols ou assistências, já entrou na mira da torcida, em uma soma de fatores.
Meia-atacante de gestos técnicos apurados, Rigoni é alvo de críticas por outros atributos do jogo. Pouco voluntarioso sem posse da bola e frequentemente acusado de “enfeitar demais” os lances, teve sua volta desaprovada.
Além disso, entre 2022 e 2025, atuando por Austin FC e León, balançou a rede apenas sete vezes. Pelas equipes de Estados Unidos e México, somou 75 jogos.
A média baixa segue piorando com a camisa são-paulina. Por outro lado, o treinador Hernán Crespo, com quem viveu lampejos na primeira passagem de ambos, escolheu pela presença de Rigoni nas duas decisões do São Paulo pelas quartas de final da Libertadores.
O técnico, ainda assim, segue defendendo o atleta. Questionado na coletiva de imprensa sobre a utilização do contestado argentino em função de ala, respondeu: “Não é a primeira vez que ele faz essa função. Até comigo ele jogou como ala. Se ele faz aquele gol, a história era outra.”






