
Ibovespa sobe forte na última sessão de abril com impulso do Copom, alívio político e cenário externo positivo
Na quinta-feira (30/04), última sessão antes do feriado do Dia do Trabalhador, a bolsa de valores brasileira fechou em alta firme, com o Ibovespa (BOV:IBOV) subindo 1,39%, aos 187.317,64 pontos, com ganho de 2.567,22 pontos e volume financeiro robusto, marcando uma recuperação relevante após seis quedas consecutivas. O movimento veio em sintonia com o contrato futuro de Ibovespa (BMF:WINFUT), que já sinalizava apetite por risco ao longo do dia, refletindo melhora no humor doméstico e suporte externo. No câmbio, o dólar (FX:USDBRL) recuou 0,99%, para R$ 4,952, enquanto a curva de juros também colaborou com quedas generalizadas.
O dia foi carregado de vetores macro e políticos. No Brasil, o corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom trouxe leitura dividida, com comunicado considerado cauteloso, mas ainda assim suficiente para destravar fluxo. Em Brasília, a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF foi interpretada como enfraquecimento político do governo, influenciando positivamente os ativos. No campo de dados, o desemprego em 6,1% no trimestre até março veio em linha com a Projeção. No exterior, o cenário também ajudou: índices norte-americanos como S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq (NASDAQI:COMPX) avançaram com força impulsionados por resultados sólidos de big techs, enquanto o PIB do 1T26 dos EUA veio abaixo do esperado e o PCE em linha, ainda elevado. O conflito envolvendo o Irã seguiu no radar, mas a proposta dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz trouxe alívio, pressionando o petróleo (CCOM:OILBRENT) para baixo e melhorando o sentimento global.
Entre os destaques corporativos, a bolsa de valores teve forte participação de blue chips e bancos. Nas maiores altas, Hapvida (BOV:HAPV3) avançou 5,45% (operadora de saúde com foco em planos acessíveis e rede própria), Vale (BOV:VALE3) subiu 2,19% (mineração, com foco em minério de ferro e metais básicos) e Banco do Brasil (BOV:BBAS3) ganhou 2,30% (instituição financeira com atuação em crédito, varejo e agronegócio). Entre as quedas, Suzano (BOV:SUZB3) recuou 2,18% (líder global em celulose e papel, pressionada por resultado abaixo do esperado), além de poucos outros papéis no vermelho em um pregão amplamente positivo. Já entre as mais negociadas, Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) avançou 0,25% (energia, exploração e refino de petróleo), Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) subiu 0,75% (banco privado com forte atuação em crédito e serviços financeiros) e Bradesco (BOV:BBDC4) ganhou 1,10% (banco com foco em varejo e seguros), reforçando o peso do setor financeiro e de commodities no índice.
No mercado de juros futuros, os contratos de DI (BMF:DI1FUT) fecharam em queda ao longo de toda a curva, refletindo o alívio pós-Copom e o ambiente externo mais favorável. Os vértices curtos reagiram diretamente ao corte da Selic, enquanto os médios e longos acompanharam a melhora de percepção fiscal e política, além do recuo do dólar. A inclinação da curva diminuiu, indicando menor prêmio de risco embutido no longo prazo. Os contratos mais líquidos e com maior variação concentraram-se nos vencimentos intermediários, que capturam a expectativa de trajetória da política monetária nos próximos trimestres.
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