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Ibovespa fecha em queda, com pressão de juros, saída de estrangeiros e cautela global antes de decisões do Copom e do Fed

O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou a segunda-feira (27/04) em queda de 0,61%, aos 189.578 pontos, refletindo um ambiente de cautela global e menor apetite por risco, enquanto investidores ajustam posições antes de uma semana carregada de balanços e decisões de política monetária. O volume financeiro somou R$14,5 bilhões, bem abaixo da média móvel de 50 pregões (R$23,0 bilhões), indicando menor convicção nas operações.

Em paralelo, o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) acompanhou o viés mais lateralizado observado nos índices norte-americanos, que fecharam mistos, com destaque para a renovação de máxima do S&P 500 (SPI:SP500), mas queda no Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX).

O pregão foi guiado por uma combinação de fatores macro e geopolíticos. No Brasil, a expectativa de corte de 25 pontos-base na Selic pelo Copom, com projeções inflacionárias desancoradas (IPCA em 4,86% para 2025), pressionou a curva de juros e setores sensíveis. Nos Estados Unidos, a agenda carregada de resultados das big techs e a expectativa de manutenção dos juros pelo FOMC trouxeram cautela adicional, somadas às incertezas sobre o futuro da liderança do Federal Reserve.

Já no cenário global, o impasse no Oriente Médio impulsionou o petróleo (CCOM:OILBRENT), elevando preocupações inflacionárias. Além disso, houve rotação de fluxo internacional, com saída líquida relevante de capital estrangeiro da B3, em meio ao redirecionamento para mercados asiáticos.

Entre os destaques negativos, Cury (BOV:CURY3), incorporadora focada em habitação popular, caiu 7,76%, enquanto Hapvida (BOV:HAPV3), operadora de planos de saúde, recuou 6,67%, e Cyrela (BOV:CYRE3), referência em incorporação de alto padrão, perdeu 6,44% — todas pressionadas pela alta dos juros e custos.

Já entre as maiores detratoras em pontos, Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), gigante bancário, recuou 0,86%, Sabesp (BOV:SBSP3), companhia de saneamento, caiu 1,42%, e Vale (BOV:VALE3), mineradora focada em minério de ferro, perdeu 0,43%. No lado das mais negociadas, Vale, Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3), líder em petróleo e gás, e Itaú concentraram grande parte do volume, refletindo o peso das blue chips na formação do índice.

A curva de juros futuros (BMF:DI1FUT) apresentou abertura ao longo de toda a estrutura, com alta de até 9 pontos-base, refletindo a deterioração das expectativas inflacionárias e o movimento de alta nas Treasuries norte-americanas. Os vértices curtos reagiram de forma mais moderada, ancorados na expectativa de corte da Selic, enquanto os médios e longos avançaram com mais força, precificando risco fiscal e inflação persistente. Os contratos mais líquidos acompanharam esse movimento, reforçando a inclinação da curva e o prêmio de risco embutido nos prazos mais longos.

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