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Hamilton perde a paciência com simulador da Ferrari e diz que “não serve de nada”

Após decepção em Miami, o heptacampeão critica a falta de correlação dos dados e decide não usar o simulador antes do GP do Canadá




Foto: Scuderia Ferrari / Reprodução

O heptacampeão mundial Lewis Hamilton se mostrou frustrado com o simulador da Ferrari após o Grande Prêmio de Miami. Insatisfeito com o acerto de seu carro, que o limitou a um modesto sexto lugar no domingo, o britânico disparou contra a ferramenta virtual da escuderia italiana, afirmando que a preparação atual “não serve de nada”. Diante da falta de correlação entre os dados do mundo virtual e a pista real, Hamilton tomou uma decisão drástica e confirmou que não utilizará o simulador antes da próxima corrida, no Canadá.

Segundo o piloto, a principal causa para o fim de semana complicado na Flórida foi um início desastroso na sexta-feira. Por se tratar de uma etapa com o formato Sprint, com apenas uma sessão de treinos livres disponível, os testes virtuais eram essenciais. No entanto, Hamilton foi à pista com uma configuração trazida de Maranello que simplesmente não funcionou na prática.

“Durante a preparação para esta corrida, estive toda a semana no simulador”, revelou o britânico. “Trabalhei constantemente na correlação. Você entra lá, prepara o circuito, pilota e ajusta o carro para um determinado ponto. E então você chega na pista real e essa configuração não funciona.”

O veterano lamentou que, no cenário ideal, deveria ter começado o fim de semana no mesmo ritmo de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. O monegasco ditou o ritmo e cravou o melhor tempo no TL1, enquanto Hamilton foi apenas o quarto, quase meio segundo mais lento. A disparidade voltou a aparecer na classificação da Sprint, onde Lewis ficou quase quatro décimos atrás de Leclerc, o que o obrigou a passar o resto do evento tentando minimizar os danos do acerto inicial equivocado. Em contrapartida, no sábado, ele até conseguiu se aproximar do parceiro de equipe, mas o estrago já estava feito.

“Não gosto de simuladores em geral”, admitiu Hamilton, destacando que o carro em Miami pareceu “diferente” de tudo o que havia experimentado na versão virtual.

A decisão de evitar a ferramenta antes da etapa canadense tem um precedente recente e positivo. O heptacampeão lembrou que o GP da China, palco de seu melhor fim de semana e único pódio na temporada até o momento, foi precedido justamente por uma preparação na qual ele não havia passado pelo simulador.

Apesar da mudança radical de abordagem, Hamilton fez questão de esclarecer que não se afastará dos compromissos com a equipe. Ele garantiu que continuará participando ativamente das reuniões na fábrica, buscando trabalhar ao lado dos engenheiros para entender as falhas do equipamento. O objetivo agora é adotar um método mais prático e direto, na esperança de devolver à sua SF-26 o desempenho necessário para brigar no topo do grid.

Fonte: Clique aqui