
Fifa estuda mudar na regra de cartões amarelos na Copa do Mundo
A Fifa planeja implementar uma mudança significativa no regulamento disciplinar da Copa do Mundo. A entidade pode instituir uma nova regra que prevê o “perdão” total de cartões amarelos acumulados logo após a fase de quartas de final. O objetivo central é garantir que as seleções finalistas possam contar com força máxima, evitando que jogadores fiquem suspensos da grande decisão por critérios administrativos de acúmulo de advertências.
Atualmente, a regra já prevê uma limpeza dos cartões após as quartas, mas ela serve apenas para que um jogador não chegue à final suspenso se levar o segundo amarelo na semifinal. No entanto, se um atleta receber o segundo cartão amarelo justamente no jogo das quartas de final, ele ainda é obrigado a cumprir suspensão na semifinal.
A nova proposta da entidade quer ampliar esse fôlego. A ideia é que, ao término das quartas de final, todo o histórico anterior de cartões seja deletado. Assim, um jogador que chegue às semis “pendurado” não correria o risco de ser punido com a ausência no jogo seguinte por uma falta leve, a menos que seja expulso diretamente ou receba dois amarelos no mesmo jogo, o que resulta em um vermelho.
Trump e Infantino se mostaram ‘friends’ na organização da Copa 2026 – WILL OLIVER/EFE
A discussão sobre essa mudança não é nova, mas ganhou força técnica nos últimos meses. O departamento de competições da Fifa argumenta que o público e os detentores de direitos de transmissão querem ver os melhores jogadores em campo nos jogos que decidem o título.
Historicamente, casos como o do alemão Michael Ballack, em 2002, que ficou de fora da final contra a seleção brasileira por levar o segundo amarelo na semifinal, são usados como exemplo de como a regra antiga pode “punir” o espetáculo. Com a nova diretriz, a Fifa espera que o jogo ganhe em qualidade técnica e que os atletas possam atuar com menos receio de intervenções disciplinares burocráticas nas fases agudas.
A nova regra, contudo, não se aplica a cartões vermelhos. Se um jogador for expulso em uma semifinal, ele continuará cumprindo a suspensão automática na final, independentemente da gravidade da falta. Além disso, casos de agressão ou conduta antidesportiva grave continuam sujeitos a julgamentos pelo Comitê Disciplinar, que pode ampliar as penas para além de uma partida.
A medida ainda precisa ser ratificada pelo Conselho da Fifa e testada em torneios menores organizados pela entidade antes de ser oficialmente carimbada para a próxima Copa do Mundo. A International Football Association Board (IFAB), órgão que regula as leis do futebol, também acompanha o processo para garantir que a mudança não estimule o jogo violento nas fases iniciais. Nos bastidores, as confederações como Uefa e Conmebol viram a proposta com bons olhos.
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