
Estúdio de MindsEye sofre terceira rodada de cortes e perde quase 70% da sua equipe
A Build a Rocket Boy enfrenta mais uma semana difícil: o estúdio responsável pelo shooter de mundo aberto MindsEye acaba de passar por uma terceira rodada de demissões em massa, a mais severa de todas. Segundo fontes próximas à reestruturação que conversaram com o Kotaku, aproximadamente 170 funcionários foram desligados, reduzindo o quadro total da empresa para algo em torno de 80 colaboradores.
A empresa ainda não fez nenhum anúncio oficial sobre os cortes, mas a confirmação veio pelos próprios funcionários. No LinkedIn, profissionais como James Tyler (Technical Level Designer), Tom Cross (Audio Designer), Gary Iain Gough (QA Analyst) e Leah Philpot (Level Designer) publicaram mensagens confirmando que não fazem mais parte do estúdio. No servidor do MindsEye no Discord, membros da equipe de redes sociais também se despediram da comunidade.
“Só passando para compartilhar que amanhã (5 de maio) será meu último dia de trabalho na BARB”, escreveu George Jons-Clothier, Digital Marketing Manager do estúdio. “Foi um prazer absoluto e uma honra genuína fazer parte dessa comunidade. Vocês são algumas das pessoas mais gentis, acolhedoras, talentosas e apaixonadas que já tive o privilégio de conhecer, e tornaram cada dia trabalhando no MindsEye significativo e divertido.”
Terceira onda em menos de um ano
Os cortes desta semana são os terceiros em menos de doze meses. Além das demissões em ondas anteriores, o estúdio também encerrou suas operações na Build a Rocket Boy France em março deste ano. O co-CEO Mark Gerhard atribuiu publicamente, em post no LinkedIn, a rodada mais recente de demissões a um caso de “espionagem organizada e sabotagem corporativa”.
O cenário coloca em xeque o futuro do projeto. O estúdio havia sinalizado a intenção de fazer uma virada ao estilo da atualização Cyberpunk 2077 2.0, mas a recente atualização chamada Blacklist não foi bem recebida pelos jogadores. O MindsEye era, originalmente, apenas um dos mundos planejados para integrar uma plataforma de conteúdo gerado por usuários de alta fidelidade gráfica que a Build a Rocket Boy desenvolvia sob o nome de Everywhere.
A distribuidora inicial do jogo, a IO Interactive, também comentou a situação. Hakan Abrak, CEO da empresa conhecida pela franquia Hitman, disse recentemente: “Aquelas pessoas estavam trabalhando muito duro e não saiu como esperavam, e como nós também gostaríamos.”
Com menos de 80 funcionários restantes e sem perspectivas claras para o futuro imediato, a Build a Rocket Boy chega a um ponto crítico.
Fonte: Kotaku
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