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Especialista detalha como identificar e tratar o sofrimento psíquico em adolescentes

Profissional alerta que mudanças bruscas de comportamento são chaves para identificar risco suicida e sofrimento psíquico

O aumento dos casos de sofrimento psíquico entre adolescentes tem colocado o papel do pediatra e do hebiatra (especialista em adolescentes) no centro das estratégias de prevenção e diagnóstico precoce. Sinais como isolamento social, falas de desesperança, desinteresse por atividades antes prazerosas e sentimentos de desvalia são alertas críticos que exigem escuta qualificada e intervenção imediata para evitar desfechos graves, como o risco suicida.




Foto: Arquivo/EBC / Porto Alegre 24 horas

Além da saúde mental, os transtornos alimentares permanecem como um desafio complexo, muitas vezes agravados pela pressão estética das mídias sociais. Segundo a médica pediatra e hebiatra, especialista em adolescentes, Lilian Day Hagel, o diagnóstico exige um acompanhamento rigoroso das curvas de crescimento e do Índice de Massa Corporal (IMC), aliado à sensibilidade para identificar distúrbios metabólicos e nutricionais precocemente.

Para estruturar essa investigação clínica, muitos profissionais utilizam a abordagem HEEADSSS, uma ferramenta de anamnese que organiza a conversa com o jovem em áreas fundamentais de sua vida:

  • Home (Casa/Família)

  • Education/Employment (Escola/Trabalho)

  • Eating (Alimentação)

  • Activities (Atividades e lazer)

  • Drugs (Uso de substâncias)

  • Sexuality (Sexualidade)

  • Suicide/Depression (Saúde mental/Risco suicida)

  • Safety (Segurança e exposição à violência/telas)

Essa metodologia permite uma avaliação integral, garantindo um ambiente de sigilo e acolhimento. A recomendação para familiares é que qualquer mudança brusca de comportamento seja valorizada e que se busque o suporte de profissionais capacitados para o manejo emocional e físico desse público.

*Com a informação Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS)

Fonte: Clique aqui