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Dólar fecha estável com Oriente Médio, encontro entre Lula e Trump e tensão no Estreito de Ormuz no radar

O dólar comercial (FX:USDBRL) fechou a quinta-feira (07/05) praticamente estável no Brasil, em um pregão marcado por mudanças rápidas de humor dos investidores diante das notícias envolvendo a guerra no Oriente Médio. A moeda norte-americana encerrou o dia com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,9230, depois de oscilar entre mínima de R$ 4,8958 e máxima de R$ 4,9324 ao longo da sessão. Mesmo com o fechamento perto da estabilidade, o mercado seguiu bastante sensível às manchetes sobre possíveis negociações entre Irã e Estados Unidos, enquanto investidores também monitoraram o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington. No acumulado de 2026, o dólar ainda registra queda de 10,31% frente ao real, refletindo a entrada de fluxo estrangeiro e a melhora do apetite por ativos brasileiros nas últimas semanas.

O mercado de câmbio brasileiro passou praticamente o dia inteiro tentando interpretar os desdobramentos geopolíticos envolvendo Irã, Estados Unidos e o Estreito de Ormuz. Pela manhã, investidores reagiram positivamente às notícias de que Washington e Teerã estariam próximos de um acordo temporário para interromper os combates, cenário que reduziu a busca global por proteção e pressionou o dólar frente a moedas emergentes como peso chileno, peso mexicano e rand sul-africano. Porém, ao longo da tarde, o tom mudou após informações de que os EUA pretendem retomar o Projeto Freedom, operação para escoltar navios comerciais na região do Golfo Pérsico. A notícia aumentou as dúvidas sobre uma solução diplomática definitiva e trouxe novamente cautela ao mercado. No cenário doméstico, a reunião entre Lula e Trump também entrou no radar dos operadores, especialmente pelas discussões sobre comércio e tarifas, ajudando a manter o mercado atento ao impacto das relações entre Brasil e Estados Unidos.

No exterior, o índice do dólar (CCOM:DXY), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, encerrou a quinta-feira (07/05) com alta de 0,11%, aos 98,153 pontos. O mercado global alternou momentos de maior apetite por risco e períodos de busca defensiva conforme surgiam novas manchetes sobre o conflito no Oriente Médio. Inicialmente, investidores reduziram posições defensivas após notícias de possível avanço diplomático entre Irã e Estados Unidos. Porém, o ambiente voltou a ficar mais tenso depois das informações envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo. O temor de interrupções logísticas e de uma escalada militar acabou fortalecendo novamente a moeda norte-americana no mercado internacional, ainda que os movimentos tenham sido moderados ao longo do dia.

No mercado futuro da B3, o contrato de dólar para junho — atualmente o mais negociado entre os vencimentos curtos — encerrou a quinta-feira (07/05) em queda de 0,15%, cotado a R$ 4,9450, mostrando uma dinâmica diferente do dólar à vista, que terminou o dia praticamente estável. O movimento refletiu uma percepção de menor pressão cambial no curto prazo, mesmo com a volatilidade provocada pelo cenário internacional. A diferença entre o comportamento do dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) e do dólar comercial mostrou que parte dos investidores ainda aposta em acomodação da moeda nas próximas semanas, apesar dos riscos geopolíticos seguirem no radar. Operadores também acompanharam o fluxo estrangeiro e o impacto potencial das tensões globais sobre os ativos brasileiros, o que manteve os contratos futuros bastante sensíveis às manchetes vindas do exterior.

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