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CSN acelera plano de venda de ativos, em meio a dívida de R$ 50 bilhões e pressão no crédito

Estratégia de desalavancagem ganha urgência na Cia Siderúrgica Nacional (CSNA3), enquanto mercado monitora venda de ativos e impacto da Selic sobre o caixa

A CSN (BOV:CSNA3) voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após análises apontarem que a companhia deve intensificar a venda de ativos para reduzir seu elevado nível de endividamento. Segundo estimativas da Polo Capital, a empresa pode encerrar 2026 com cerca de R$ 50 bilhões em dívida, diante de uma posição de caixa estimada em R$ 9 bilhões — um cenário que pressiona a estrutura de capital e exige medidas rápidas.

O movimento reforça uma mudança clara de estratégia: a CSN deixou momentaneamente de priorizar crescimento para focar na geração de liquidez. A companhia, que atua em siderurgia, mineração, logística e cimentos, busca alternativas como venda de participações minoritárias, entrada de sócios estratégicos e até alienação de controle em algumas unidades de negócio.

Essa reconfiguração ocorre em um contexto macroeconômico desafiador. Com a taxa Selic em patamares elevados, o custo da dívida aumenta significativamente, impactando diretamente o fluxo de caixa. A sensibilidade da CSN aos juros é relevante: cada redução de 1 ponto percentual na taxa básica pode gerar economia de cerca de R$ 500 milhões ao ano em despesas financeiras — um fator que pode aliviar a pressão, caso o ciclo de queda se confirme.

Outro ponto que trouxe volatilidade recente foi o cenário externo. O rebaixamento de crédito da Raízen (BOV:RAIZ4) em fevereiro provocou uma onda de aversão a risco entre investidores estrangeiros, especialmente em empresas brasileiras alavancadas e expostas a commodities. Como consequência, títulos de dívida da CSN sofreram desvalorização tanto no mercado internacional quanto no doméstico, refletindo uma saída generalizada de capital.

Internamente, o controlador Benjamin Steinbruch já sinalizou ao mercado, desde janeiro, disposição para avançar com a venda de ativos. Quatro bancos foram contratados para buscar potenciais compradores nas frentes de siderurgia, mineração, cimentos e logística. A unidade de cimentos, por exemplo, já conta com interesse de aproximadamente 10 a 12 investidores, segundo informações do mercado.

No pregão desta sexta-feira (24/04), por volta das 11h08, as ações da CSN (CSNA3) eram negociadas a R$ 6,40, com leve alta de 0,16%, após abrirem a R$ 6,38. O papel chegou à máxima de R$ 6,62 e mínima de R$ 6,33 no dia, indicando volatilidade moderada enquanto investidores acompanham os desdobramentos do plano de desalavancagem. O desempenho reflete um mercado cauteloso, mas ainda disposto a dar o benefício da dúvida à execução da estratégia.

A CSN é uma das principais companhias do setor de siderurgia e mineração no Brasil, com atuação diversificada que inclui produção de aço, extração de minério de ferro, logística ferroviária e produção de cimento. Entre seus principais concorrentes estão empresas como Vale (BOV:VALE3), Gerdau (BOV:GGBR4) e Usiminas (BOV:USIM5), todas listadas na bolsa de valores brasileira.

Diante desse cenário, o sucesso da estratégia da CSN dependerá da capacidade da companhia de executar vendas relevantes no timing adequado e em condições favoráveis. Para investidores, o momento exige atenção redobrada à evolução da dívida, às condições de mercado e aos próximos anúncios da empresa.

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