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Criador do Xbox está mais interessado no Switch 3 do que no Projeto Helix

Seamus Blackley, um dos principais designers do Xbox original, deixou claro onde estão suas apostas para o futuro do hardware: no Switch 3 e na Valve, não no Project Helix. Em entrevista, ele classificou a proposta do próximo console da Microsoft como uma “proposta sem graça” e não poupou palavras ao explicar o porquê.

O Project Helix, segundo rumores, deve ser um dispositivo híbrido capaz de reunir as bibliotecas de console e PC em um único aparelho. Para Seamus Blackley, essa premissa não empolga nem como desenvolvedor nem como jogador.

“Estou muito mais empolgado com o Steam do que com o Helix. Como jogador, do ponto de vista do conteúdo, como acho que todos estariam. Ou, sabe, o que será o Switch 3?”, disse ele durante a entrevista. Quando pelo apresentador do podcast a explicar por que prefere Nintendo e Valve aos esforços da Microsoft, Blackley respondeu com ironia: “Você está chapado? Tem algum vazamento de gás aí?”

A defesa de Blackley em relação à Nintendo parte de um argumento histórico. Para ele, tudo o que sai do departamento de design da empresa japonesa tem, ao menos, a virtude de ser genuinamente interessante, mesmo nos tropeços.

“Tudo que sai do departamento de design da Nintendo é pelo menos muito interessante e legal, mesmo quando dá errado, né? Até o Wii U era interessante e legal. Quer dizer, era uma bagunça, mas era interessante e legal”, afirmou. O ponto central é a de proposta: quem compra um produto Nintendo sabe exatamente o que está levando para casa. Se eu comprar o novo Zelda, sei o que vou levar. Sei que ele vai destruir minha vida por uma semana e não vou ficar triste por isso.”

A admiração de Blackley pela Valve também vem de uma filosofia clara, ainda que caótica na execução. “Esses caras estão incansavelmente focados em jogos legais. Eles estragam os negócios e fazem coisas estranhas e Gabe é louco. Eu amo Gabe. Ou GabeN, [como] o chamamos em público”, disse ele, chegando a mencionar que Gabe Newell mantém uma espada gladius romana sobre sua mesa.

Mais além do anedótico, Blackley defende que a Valve construiu sua colocação dos jogos à frente de tudo: “Fundamentalmente, eles colocaram os jogos em primeiro lugar e financiaram jogos e financiaram pessoas.” Como exemplo, citou os desenvolvedores do Team Fortress, originalmente um grupo de modders que a empresa contratou para transformar o trabalho deles em um jogo completo.

No centro da crítica de Blackley ao Project Helix está o que ele chama de uma aposta protegida demais, um projeto corporativo disfarçado de inovação. “Acho que essa ambiguidade, essa coisa de ‘é para PC ou é para console?, também é uma forma de se esquivar.”, avaliou. Para ele, essa ambiguidade deixa o consumidor sem saber exatamente no que está investindo, um problema que não existe com plataformas da Nintendo.

O raciocínio se estende à decisão da Microsoft de abandonar os jogos exclusivos, uma tendência que Blackley atribui a uma espécie de insegurança executiva. “Se você nunca jogou Wii Tennis, como pode entender o que significa um exclusivo? Se você nunca jogou Halo quando ele estava disponível naquele contexto, como pode tomar uma decisão sobre isso? Não estou convencido de que as pessoas que tomam essas decisões tenham essa experiência em mente.”, questionou.

Vale notar que, além do Project Helix, a Microsoft também apostou no Asus ROG Xbox Ally como parte de sua expansão para dispositivos híbridos.

Fonte: GamesRadar

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