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Brasil: Setor de serviços cresce 0,3% em janeiro

O setor de serviços brasileiro iniciou 2026 com desempenho positivo. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13/03) mostram que o volume de serviços avançou 0,3% em janeiro na comparação com dezembro, já considerando o ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 3,3%.

O resultado superou as expectativas do mercado financeiro. Pesquisa da Reuters indicava Projeção de alta mensal de 0,1% e avanço anual de 2,8%, o que reforça a resiliência do setor que responde por grande parte da atividade econômica brasileira.

Na análise da média móvel trimestral com ajuste sazonal, o desempenho permaneceu estável no trimestre encerrado em janeiro de 2026. O indicador registrou variação de 0,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior, sugerindo manutenção do nível elevado da atividade.

O crescimento de 0,3% no mês foi impulsionado por três das cinco atividades analisadas. O maior destaque veio de outros serviços, que avançaram 3,7%. Na sequência aparecem informação e comunicação com alta de 1,0% e transportes com avanço de 0,4%. Entre os segmentos com desempenho mais fraco, os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis.

Segundo Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), “o resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nível mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como o agenciamento de espaços de publicidade, os serviços de TI, os financeiros auxiliares e atividades de correio”.

Na comparação anual, o volume de serviços cresceu 3,3% frente a janeiro de 2025. Este foi o 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. No acumulado de doze meses, o avanço chegou a 3,0%, confirmando a trajetória de crescimento gradual do setor.

Os maiores impactos positivos vieram das atividades de informação e comunicação, que cresceram 6,5%, e dos serviços profissionais, administrativos e complementares, com avanço de 5,0%. Também contribuíram para o resultado os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com alta de 1,1%, além de outros serviços com avanço de 1,9% e serviços prestados às famílias com alta de 0,5%. O índice de difusão atingiu 48,2% em janeiro de 2026, indicando que quase metade dos 166 tipos de serviços investigados apresentou crescimento.

Para o gerente da pesquisa do IBGE, “neste tipo de comparação, o setor de serviços segue mostrando grande dinamismo, tendo como protagonismo os serviços voltados às empresas, principalmente informação e comunicação e serviços profissionais e administrativos”.

No segmento de turismo, o desempenho foi mais fraco no início do ano. O índice de atividades turísticas recuou 1,1% em janeiro na comparação com dezembro de 2025, registrando o segundo resultado negativo consecutivo. Mesmo assim, o nível da atividade permanece 11,6% acima do patamar observado em fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do pico histórico registrado em dezembro de 2024.

O recuo mensal foi observado em oito dos 17 estados pesquisados. O maior impacto negativo veio do Paraná, com queda de 9,4%, seguido por Pernambuco com retração de 8,1% e Rio de Janeiro com baixa de 1,6%. Entre os estados com desempenho positivo, São Paulo registrou alta de 0,6%, enquanto Amazonas avançou 4,7% e Pará subiu 3,2%.

Rodrigo Lobo avalia que “o recuo nos serviços prestados às famílias, notadamente na parte de restaurantes, foi determinante para o revés apresentado nas atividades de serviços correlatas ao turismo, explicado, em grande medida, por conta de uma base de comparação mais elevada no mês de dezembro”.

Mesmo com a queda mensal, o turismo apresentou crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. Frente a janeiro de 2025, o volume das atividades turísticas avançou 3,5%, impulsionado principalmente pelos segmentos de transporte aéreo de passageiros, agências de viagens, restaurantes e serviços de reservas ligados à hospedagem.

Nessa comparação anual, onze das dezessete unidades da federação registraram crescimento. Os destaques positivos foram São Paulo com alta de 5,0% e Rio de Janeiro com avanço de 11,9%. Também tiveram forte crescimento Pará com 17,9%, Distrito Federal com 8,8%, Mato Grosso com 20,7% e Amazonas com 13,7%. Entre as quedas, os principais impactos negativos vieram de Minas Gerais com retração de 6,5%, Santa Catarina com queda de 6,3%, Pernambuco com baixa de 6,6% e Goiás com recuo de 8,4%.

(ibge)

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