
Bolsas da Europa fecham sem direção única, inflação e impasse no Oriente Médio pressionam mercados
As principais bolsas de valores da Europa encerraram a quinta-feira (16/04) sem uma tendência única, refletindo um ambiente de cautela entre investidores. O foco permaneceu dividido entre sinais ainda incertos sobre o conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre energia e inflação. Embora notícias envolvendo possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã tenham trazido algum alívio momentâneo, a fragilidade do cessar-fogo e os riscos à oferta global de petróleo continuaram limitando o apetite por ativos de risco.
A inflação da zona do euro foi revisada para cima, a 2,6% em março, refletindo impactos do conflito. A Capital Economics ainda prevê que o índice deva acelerar a 3% em abril.
No fechamento, o FTSE 100 (LSE:UKX) avançou 0,29%, aos 10.589,99 pontos, enquanto o DAX (DBI:DAX) subiu 0,35%, aos 24.150,54 pontos. Em contrapartida, o CAC 40 (EU:PX1) recuou 0,14%, aos 8.262,70 pontos, o FTSE MIB (BITI:FTSEMIB) caiu 0,27%, aos 48.026,94 pontos, o Ibex 35 perdeu 0,48%, aos 18.098,10 pontos, e o PSI 20 (EU:PSI20) teve a maior queda do dia, de 1,21%, aos 9.232,52 pontos.
O Brown Brothers Harriman afirma a expectativa de uma solução diplomática entre EUA e Irã segue ditando o humor do mercado, especialmente se houver garantia de navegação no Estreito de Ormuz. A Macquarie, contudo, alerta que o cessar-fogo permanece frágil e pode se deteriorar sem avanços no programa nuclear iraniano.
No campo macroeconômico, a inflação da zona do euro foi revisada para 2,6% em março, refletindo efeitos do conflito sobre os preços de energia. A Capital Economics ainda projeta aceleração para 3% em abril. Já o Produto Interno Bruto do Reino Unido surpreendeu positivamente em fevereiro, indicando alguma resiliência da atividade econômica.
Entre os setores, tecnologia se destacou com alta de 1,6%, enquanto companhias aéreas recuaram 1,3% diante da pressão dos custos com combustível. A easyJet caiu cerca de 5,8% após alertar para perdas e aumento de custos, enquanto a KLM recuou perto de 3,7% após anunciar cortes de voos. A Lufthansa também registrou queda de aproximadamente 3,1%.
Na direção oposta, empresas ligadas ao setor de energia avançaram com a perspectiva de preços mais elevados do petróleo. A TotalEnergies subiu 0,8%, enquanto a Repsol avançou quase 2,2% após anunciar acordo para ampliar produção na Venezuela. No setor bancário, o Monte dei Paschi teve alta de 2,3% após decisão de governança que reconduziu seu CEO.
Para os mercados globais, o cenário reforça um ambiente de maior volatilidade. A combinação entre tensões geopolíticas e pressão inflacionária tende a sustentar movimentos mais defensivos na bolsa de valores, fortalecer o dólar frente a outras moedas e elevar a cautela nos mercados de títulos públicos, especialmente na Europa.
No câmbio, o euro perdeu força frente ao dólar norte-americano, com a paridade Euro e Dólar (FX:EURUSD) recuando 0,29%, a 1,1772, refletindo a busca por segurança. Já a paridade Euro e Real Brasileiro (FX:EURBRL) caiu 0,06%, a 5,8928, acompanhando o movimento global da moeda europeia.
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