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Bolsas da Europa fecham em alta, com reabertura do Estreito de Ormuz e queda do petróleo

As principais bolsas de valores da Europa encerraram a sexta-feira (17/04) em terreno positivo, impulsionadas pelo alívio nas tensões no Oriente Médio. O anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, após um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, trouxe otimismo aos mercados. Ainda assim, investidores mantêm cautela diante da incerteza sobre a continuidade de um acordo duradouro após o término da trégua.

No fechamento, o FTSE 100 (LSE:UKX) avançou 0,73%, aos 10.667,63 pontos, enquanto o DAX (DBI:DAX) saltou 2,25%, aos 24.698,94 pontos. O CAC 40 (EU:PX1) subiu 1,97%, aos 8.425,13 pontos, e o FTSE MIB (BITI:FTSEMIB) ganhou 1,75%, aos 48.869,43 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou alta de 2,01%, aos 18.453,70 pontos. Na contramão, o PSI 20 (EU:PSI20) recuou 0,51%, aos 9.185,28 pontos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a importante rota marítima está “completamente aberta” para navios comerciais durante o período restante do cessar-fogo em vigor entre Beirute e Tel-Aviv alcançado na quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã concordou em “nunca mais” fechar o estreito e que o país persa aceitou interromper o enriquecimento de urânio, central para o programa nuclear iraniano.

A redução das tensões geopolíticas provocou uma forte queda superior a 12% nos preços do petróleo, pressionando as ações do setor de energia. Empresas como TotalEnergies, BP e Shell registraram perdas relevantes, refletindo o impacto direto da commodity em suas receitas. Em contrapartida, o cenário beneficiou companhias aéreas, que avançaram com a perspectiva de custos menores com combustível, impulsionando os papéis de Lufthansa, Air France-KLM e EasyJet.

Apesar do movimento positivo, autoridades monetárias seguem em alerta. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, destacou que, no curto prazo, o choque energético decorrente da crise pode pressionar a inflação, enquanto os efeitos no médio prazo dependerão da duração e intensidade do conflito. Na mesma linha, o economista-chefe do Banco da Inglaterra, Huw Pill, reforçou a necessidade de acompanhar a propagação do impacto dos preços de energia na economia britânica.

No campo político, o Reino Unido segue no radar dos investidores após o primeiro-ministro Keir Starmer recusar renunciar ao cargo, mesmo sob pressão da oposição relacionada à nomeação do ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson.

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