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AMD acende alerta vermelho: divisão de games despenca 15% e deve cair ainda mais

A AMD acendeu um sinal de alerta para a indústria: a empresa prevê uma desaceleração nas remessas de PCs no segundo semestre de 2026, e o segmento de games deve sentir o impacto ainda mais forte. O motivo está diretamente ligado à disparada nos preços de memória, fenômeno que o mercado já apelidou de RAMpocalypse, impulsionado pela demanda crescente da indústria de inteligência artificial.

Games levam o golpe mais duro

Se o mercado de PCs já deve sentir pressão, o segmento de games, que engloba tanto as GPUs Radeon quanto os chips de consoles, está na linha de fogo. A receita de gaming caiu 15% em relação ao trimestre anterior, e a projeção para o segundo semestre é ainda mais sombria. A CFO da AMD, Jean Hu, foi enfática nos números:

“A receita de gaming caiu 15% sequencialmente, em linha com nossas expectativas. Além disso, como Lisa mencionou, esperamos que a demanda no segundo semestre em gaming seja impactada pelos maiores custos de memória e componentes. Agora esperamos que a receita de gaming no segundo semestre decline mais de 20% em comparação com o primeiro semestre”, afirmou Jean Hu, CFO da AMD.

O efeito colateral nos consoles já é visível: tanto a Microsoft quanto a Sony já anunciaram reajustes de preços para seus hardwares da geração atual, o PS5 e Xbox Series. Com mais altas de componentes projetadas para o segundo semestre, novas rodadas de aumento nos preços desses consoles não estão descartadas.

Lisa Su é direta: segundo semestre será mais difícil

A CEO da AMD, Dr. Lisa Su, não deixou margem para interpretações dúbias ao comentar as perspectivas para os próximos meses. Segundo ela, a demanda pelos processadores Ryzen deve se manter firme no segundo trimestre, mas o cenário muda a partir da segunda metade do ano:

“No desktop, fortalecemos nossa linha Ryzen, incluindo nossos mais recentes processadores X3D que entregam performance de liderança em games, criação de conteúdo e cargas de trabalho profissionais. […] Olhando para frente, esperamos que a demanda pelos nossos CPUs Ryzen permaneça sólida no segundo trimestre. No entanto, estamos planejando para que as remessas de PCs no segundo semestre sejam menores, devido ao aumento nos custos de memória e componentes. Nesse cenário, ainda esperamos que nossa receita de client cresça ano a ano e supere o mercado, impulsionada pela força do nosso portfólio Ryzen e pela crescente adoção comercial.”

Memória escassa, mas AMD diz ter estoque garantido

A raiz do problema está na disputa por memória RAM entre o mercado consumidor e a indústria de data centers, que consome volumes crescentes de memória para alimentar infraestruturas de IA. Lisa Su reconheceu o aperto no mercado, mas garantiu que a AMD está posicionada para não ser pega de surpresa:

“É um ambiente de memória apertado, deixa eu ser clara. Mas acredito que temos uma parceria muito sólida com os fornecedores de memória e garantimos fornecimento suficiente para, certamente, cumprir e superar nossas metas. […] O maior impacto que estamos observando está no lado do data center, por causa da demanda por computação de IA. A consequência disso é o impacto nos mercados consumidores — e estamos esperando que possa haver algum impacto na demanda como resultado dos aumentos nos preços de memória nos negócios de PC e gaming no segundo semestre.” 

Vale notar que o segmento de Data Center da AMD registrou crescimento de 57% ano a ano no primeiro trimestre, atingindo $5,775 bilhões em receita líquida, evidência clara de para onde a memória disponível no mercado está sendo direcionada. A pressão inflacionária sobre componentes, portanto, não é apenas um problema de oferta, mas uma disputa estrutural entre dois mundos que antes raramente competiam pelo mesmo recurso.

Fonte: Wccftech

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