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O fim da acne? Ciência testa vacina para combater a inflamação da pele; saiba tudo

Entenda como o novo imunizante em teste pretende atacar a bactéria causadora da acne e quais são os desafios para a saúde da pele

A ciência deu um passo importante para quem busca uma solução definitiva contra a acne: o desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro voltadas especificamente para o combate à acne. Um estudo recente da revista ‘Nature‘ detalha duas candidatas que ensinam o sistema imunológico a neutralizar a causa subjacente do problema. Segundo o que a dermatologista Maria Cecília Rivitti, do Hospital das Clínicas da FMUSP, disse ao ‘Jornal da USP‘, a tecnologia funciona injetando instruções para o organismo fabricar anticorpos que, teoricamente, matam a bactéria envolvida na doença.




Pesquisa na Nature revela vacinas de RNA mensageiro para tratar a acne. Entenda como funciona a tecnologia e os alertas dos especialistas

Foto: Canva Equipes/Cantemir Ghita’s Images / Bons Fluidos

A acne é uma doença inflamatória que atinge até 80% das pessoas em algum momento da vida. Ela surge quando os poros ficam obstruídos por excesso de oleosidade e células mortas, criando o ambiente perfeito para a proliferação da bactéria Cutibacterium acnes. A especialista explica que “é uma doença da unidade pilossebácea” e que fatores como genética, tabagismo e dietas ricas em carboidratos aceleram esse processo inflamatório.

Por que os tratamentos para acne não são suficientes

Embora o mercado ofereça tratamentos eficientes, como a isotretinoína e antibióticos, muitos pacientes buscam resultados imediatos que os métodos atuais não conseguem entregar. “Embora os tratamentos que nós tenhamos sejam muito eficientes, eles não atendem totalmente ao desejo do paciente por uma solução rápida”, destaca. A nova vacina surge justamente para tentar preencher essa lacuna de tempo e eficácia.

A tecnologia de RNA e os riscos para a microbiota

Entretanto, o uso de uma vacina para uma bactéria que já habita nossa pele naturalmente gera cautela na comunidade médica. A dermatologista alerta que a Cutibacterium acnes faz parte da microbiota normal e ajuda a regular o sistema imunológico. Em sua análise final, a especialista adverte que “uma tecnologia como essa pode afetar todas essas bactérias do corpo humano, e isso pode ter repercussões sérias”.

Fonte: Clique aqui