
Dólar cai ao menor nível em quase 27 meses, com fluxo externo, juros elevados e alívio global ao risco
O dólar fechou em queda firme nesta terça-feira (05/05), renovando mínimas e encerrando no menor nível em cerca de 27 meses, em um movimento alinhado ao apetite global por risco e à entrada consistente de fluxo estrangeiro no Brasil. A paridade Dólar norte-americano/Real brasileiro (FX:USDBRL) terminou o dia cotada a R$ 4,9123 (-1,12%), refletindo um cenário de alívio externo combinado com fundamentos domésticos que seguem favorecendo o real. No acumulado de 2026, a moeda já recua mais de 10%, evidenciando uma tendência de valorização da moeda brasileira diante do diferencial de juros e do ambiente mais construtivo para emergentes.
No Brasil, o movimento do câmbio foi sustentado por uma combinação técnica e macroeconômica bastante favorável. O diferencial de juros segue elevado, mantendo o país no radar de estratégias de carry trade, enquanto a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a percepção de uma política monetária mais restritiva por mais tempo. Isso reduz o espaço para cortes na Selic e sustenta a atratividade da renda fixa local. Além disso, o Banco Central atuou com leilões de swap cambial para rolagem de vencimentos, aumentando a liquidez de dólares no curto prazo. Soma-se a isso o fluxo comercial positivo, impulsionado por commodities como o petróleo acima de US$ 110, ampliando a entrada de divisas e pressionando ainda mais o dólar para baixo.
No cenário internacional, o dólar teve um comportamento mais estável, com o índice DXY (CCOM:DXY) praticamente no zero a zero, refletindo um equilíbrio entre risco geopolítico e apetite por ativos mais arriscados. Apesar das tensões no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo — ainda que frágil — entre Estados Unidos e Irã trouxe algum alívio aos mercados. Esse pano de fundo incentivou a migração de capital para ativos de risco, beneficiando moedas emergentes como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano. Ainda assim, declarações mais duras do presidente norte-americano Donald Trump e movimentações militares mantiveram o risco no radar, limitando movimentos mais intensos no dólar global.
No mercado futuro da bolsa de valores brasileira, o contrato mais líquido de dólar — junho — acompanhou o movimento do mercado à vista, caindo 1,12% e encerrando a R$ 4,9430. Apesar da queda semelhante, o futuro segue negociando acima do spot, refletindo prêmios de risco e expectativas de curto prazo ainda embutidas na curva. Essa diferença indica que, embora o fluxo atual favoreça a valorização do real, o mercado ainda precifica incertezas, especialmente ligadas ao cenário externo e à condução da política monetária global. A estrutura a termo segue inclinada, mostrando cautela dos investidores mesmo diante do movimento recente de queda.
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