
Ibovespa sobe com alívio externo, Ambev dispara após resultado forte e juros futuros recuam com queda do petróleo
O Ibovespa (BOV:IBOV) fechou em alta nesta terça-feira (05/05), avançando 0,62% aos 186.753 pontos, em linha com o apetite por risco observado na bolsa de valores norte-americana, enquanto o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também acompanhou o viés positivo ao longo do dia. Apesar do ganho consistente, o volume financeiro somou R$ 19,3 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões (R$ 22,7 bilhões), sugerindo uma sessão com menor convicção por parte dos investidores. O pano de fundo foi marcado por alívio no cenário externo, especialmente com a queda do petróleo e menor tensão no Oriente Médio, o que favoreceu ativos de risco globalmente.
O desempenho da bolsa de valores brasileira foi influenciado por uma combinação de fatores locais e globais nesta terça-feira (05/05). No exterior, os índices norte-americanos S&P 500 e Nasdaq 100 renovaram máximas com o alívio nas tensões no Golfo Pérsico, após declarações de autoridades dos EUA reduzirem o risco de escalada com o Irã. Esse movimento também pressionou o petróleo (CCOM:OILBRENT) para baixo (-4,07%), favorecendo ativos emergentes. Nos EUA, dados como o PMI de serviços e o relatório JOLTs trouxeram leitura mista, enquanto investidores aguardam o Payroll.
No Brasil, a ata do Copom reforçou um tom mais contracionista (“hawkish”), com destaque para expectativas de inflação desancoradas e necessidade de juros elevados por mais tempo, apesar da continuidade marginal do ciclo de cortes. No campo político, declarações de Geraldo Alckmin sobre possíveis acordos com os EUA e uma eventual reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump também entraram no radar.
No noticiário corporativo, o grande destaque foi a Ambev (BOV:ABEV3), que disparou 15,30% — maior alta desde 2004 — impulsionada por resultados acima do esperado, com avanço no volume de cervejas e forte desempenho de marcas premium como Stella Artois, Corona e Original. Entre as maiores altas, também figuraram a Usiminas (BOV:USIM5), que subiu 5,10% com exposição ao ciclo do aço, e a Gerdau (BOV:GGBR4), com alta de 4,86%, beneficiada pelo ambiente global mais construtivo. Já entre as mais negociadas e influentes no índice, destaque para Bradesco (BOV:BBDC4), com alta de 1,57%, refletindo expectativa por resultados e melhora no sentimento com bancos. No lado negativo (menos detalhado no dia), o foco ficou diluído diante da forte performance das blue chips.
A curva de juros futuros na B3 apresentou fechamento firme nesta terça-feira (05/05), com queda de até 12,5 pontos-base ao longo dos vértices, refletindo o alívio externo e a queda relevante do petróleo. Os contratos de curto prazo reagiram de forma mais contida, enquanto os vértices médios e longos lideraram o movimento de queda, indicando melhora na percepção de risco inflacionário estrutural.
O contrato de DI futuro (BMF:DI1FUT) foi impactado tanto pela leitura da ata do Copom quanto pelo leilão do Tesouro, que vendeu a maior parte dos títulos ofertados sem pressionar a curva. O movimento também acompanhou o fechamento das Treasuries norte-americanas, reforçando o ambiente de compressão de taxas.
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