
Bolsas da Europa fecham mistos, balanços corporativos e cessar-fogo entre os EUA e o Irã no radar
As principais bolsas de valores da Europa encerraram a terça-feira (05/05) sem uma direção única, refletindo a cautela dos investidores diante de sinais contraditórios envolvendo o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além das incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o mercado também monitorou uma bateria de resultados corporativos que ajudaram a moldar o desempenho individual dos ativos.
No fechamento, o índice FTSE 100, de Londres, recuou 1,39%, aos 10.219,72 pontos, registrando a maior queda entre os principais mercados europeus. Em contraste, o DAX, de Frankfurt, avançou 1,67%, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 1,08%. Já o FTSE MIB, de Milão, liderou os ganhos com alta de 2,27%, seguido pelo índice espanhol Ibex 35. Em Lisboa, o PSI 20 apresentou leve recuo de 0,04%.
As atenções permaneceram voltadas para o Oriente Médio após declarações do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, de que Washington não pretende ampliar o conflito na região. Na mesma linha, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, avaliou que as ações iranianas seguem abaixo de um patamar que caracterizaria uma escalada militar mais severa.
No entanto, do lado do Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que Washington colocou em risco a segurança da navegação em Ormuz, e Mohammad Mokhber, assessor e assistente do líder supremo, Mojtaba Khamanei, sinalizou que o local só será reaberto pela “vontade” do país persa.
Apesar da tensão geopolítica, o petróleo perdeu força ao longo do pregão, reduzindo parcialmente a pressão sobre ativos ligados ao setor energético. Entre os destaques, as ações da BP recuaram 0,1%, enquanto a Shell avançou 0,7%. No setor de defesa, a italiana Leonardo subiu cerca de 1,3%, enquanto a britânica Rolls-Royce caiu 0,2%.
Outro fator que movimentou os mercados foi o embate comercial entre Europa e Estados Unidos. Nesta terça-feira (05/05), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rebateu a ameaça tarifária do presidente norte-americano Donald Trump sobre veículos europeus e afirmou que o bloco está preparado “para qualquer cenário”.
Entre os balanços corporativos, a pressão veio principalmente do setor financeiro britânico. O banco HSBC caiu 6,37%, contaminando o desempenho de pares como Barclays e Lloyds. Em sentido oposto, o italiano UniCredit avançou 5,7%, enquanto a cervejaria AB InBev disparou 9,06% após números trimestrais acima das expectativas.
Para os ativos dessas empresas, a reação tende a se prolongar no curto prazo. O forte recuo do HSBC pode elevar a cautela em relação ao setor bancário europeu, especialmente em um ambiente ainda sensível a riscos geopolíticos e comerciais. Já os ganhos expressivos de UniCredit e AB InBev podem reforçar o apetite seletivo por ações com fundamentos sólidos e balanços robustos.
No mercado cambial, o movimento também refletiu esse ambiente misto. A paridade Euro/Dólar avançou 0,09%, cotada a 1,1702, enquanto a libra esterlina ganhou força frente ao dólar, com a paridade Libra/Dólar subindo 0,23%. Esse comportamento indica que, apesar das incertezas, os investidores ainda mantêm alguma confiança relativa nos ativos europeus.
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