
Ibovespa fecha em queda com tensão no Oriente Médio, alta do petróleo e pressão nos juros globais
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou em queda de 0,92% nesta segunda-feira (04/05), aos 185.600 pontos, refletindo um ambiente global mais avesso ao risco, puxado pela escalada das tensões no Golfo Pérsico. O volume financeiro somou R$ 19,3 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões (R$ 22,7 bilhões), indicando menor apetite do investidor. No mercado futuro, o contrato futuro de Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) acompanhou o tom negativo ao longo do dia, pressionado pelo avanço dos juros globais e pela alta do petróleo, que elevou o prêmio de risco.
O mercado foi dominado por fatores externos, com destaque para a escalada militar entre Irã e países do Golfo, incluindo ataques a estruturas petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos e tensão no Estreito de Ormuz. Isso impulsionou o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) acima de US$ 113 no pico e pressionou juros globais, afetando ativos de risco. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones (DOWI:DJI), S&P 500 (SPI:SP500) e Nasdaq 100 (NASDAQI:NDX) fecharam em queda, enquanto os rendimentos das Treasuries avançaram, reforçando o movimento global de aversão ao risco. No Brasil, o Boletim Focus indicou piora nas expectativas de inflação para 2026 (4,89%), além da expectativa pela ata do Copom. No campo político, ganhou destaque a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump, enquanto o governo anunciou um programa de renegociação de dívidas que pode beneficiar cerca de 20 milhões de famílias.
Entre os destaques corporativos, as maiores altas do Ibovespa foram lideradas por Prio (BOV:PRIO3), empresa independente de óleo e gás focada em revitalização de campos maduros (+5,65%); Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR), gigante integrada de energia com atuação em exploração, refino e distribuição (+0,53%); e Embraer (BOV:EMBR3), fabricante de aeronaves comerciais, executivas e militares (+2,54%). Do lado negativo, as maiores quedas percentuais ficaram com Hapvida (BOV:HAPV3), operadora de planos de saúde (-7,18%); Cyrela (BOV:CYRE3), incorporadora focada em imóveis residenciais (-4,98%); e MRV (BOV:MRVE3), construtora com foco em habitação popular (-3,47%). Já entre as maiores detratoras em pontos, Vale (BOV:VALE3), mineradora global de minério de ferro (-3,10%); Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), banco de grande porte com atuação em crédito e serviços financeiros (-1,79%); e Bradesco (BOV:BBDC4), outro gigante bancário (-2,12%) pesaram no índice. No volume, blue chips e bancos lideraram as negociações.
No mercado de juros futuros, os contratos DI (BMF:DI1FUT) avançaram de forma consistente ao longo da curva nesta segunda-feira (04/05), refletindo o estresse externo e a pressão inflacionária via energia. Os vértices curtos subiram, mas o movimento foi mais intenso nos prazos médios e longos, com altas de até 14 pontos-base, indicando reprecificação relevante do risco. Esse movimento acompanhou o avanço das yields norte-americanas, com a taxa de 10 anos chegando a 4,438%. Os contratos mais líquidos e negociados concentraram-se nos vencimentos intermediários, que capturaram tanto a incerteza externa quanto a deterioração das expectativas inflacionárias locais.
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