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Apple (AAPL34) tem receita de US$ 111 bilhões e recorde no iPhone

A Apple divulgou lucros recordes de US$ 2,01 por ação, impulsionados pelas vendas do iPhone 17 e serviços. Confira a análise dos resultados e o que esperar da nova gestão de John Ternus.

A Apple (NASDAQ:AAPL) divulgou na quinta-feira receitas e lucros por ação recordes, impulsionados pelo segundo trimestre consecutivo de crescimento superior a 20% nas vendas do iPhone. A atualização marca a primeira divulgação de resultados da empresa desde o anúncio inesperado da transição de CEO.

As ações subiam cerca de 3,7% nas negociações pré-mercado na sexta-feira (1), após a administração projetar um crescimento da receita de 14% a 17%, juntamente com o que o Morgan Stanley descreveu como uma perspectiva de margem bruta “notável” de 47,5% a 48,5%. A Apple também é negociada na B3 por meio da BDR (BOV:AAPL34).

Resultados superam expectativas com a continuidade do sucesso do iPhone

O analista Eric Woodring afirmou que a Apple apresentou “um trimestre e uma projeção impressionantes”, observando que tanto os resultados quanto as perspectivas superaram as expectativas otimistas dos investidores.

A empresa sediada em Cupertino reportou lucros de US$ 2,01 por ação no segundo trimestre fiscal de 2026, com receita de US$ 111,18 bilhões, superando as previsões dos analistas de US$ 1,93 por ação e US$ 108,92 bilhões em receita.

Apesar das preocupações persistentes sobre o progresso da Apple em inteligência artificial, a empresa recuperou o fôlego em seu principal negócio de smartphones. As vendas do iPhone aumentaram 21,7% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 56,99 bilhões, após um aumento de 23,3% no trimestre anterior — o maior crescimento desde o final de 2021.

A forte demanda pelo iPhone 17 impulsiona o ganho de participação de mercado

A demanda do consumidor pela mais recente linha do iPhone 17 — particularmente pelos modelos Pro premium — tem sido um fator chave para o crescimento. De acordo com a Counterpoint Research, a Apple liderou as remessas globais de smartphones no primeiro trimestre pela primeira vez.

“O iPhone alcançou um recorde de receita para o trimestre de março, impulsionado pela demanda extraordinária pela linha iPhone 17”, disse o CEO Tim Cook, acrescentando que este foi o melhor trimestre de março da história da empresa.

O crescimento mais amplo de produtos e serviços impulsiona o desempenho

A receita da Apple com Macs aumentou 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 8,40 bilhões, enquanto as vendas de iPads subiram 8%, para US$ 6,91 bilhões. A receita com wearables, produtos para casa e acessórios cresceu 5%, para US$ 7,90 bilhões.

A divisão de Serviços continuou apresentando forte crescimento, com receita 16,3% maior em relação ao ano anterior, atingindo US$ 30,98 bilhões, impulsionada por assinaturas como iCloud e Apple Music, além das taxas da App Store.

“A forte demanda contínua dos clientes por nossos produtos e serviços nos ajudou, mais uma vez, a atingir um novo recorde histórico em nossa base instalada de dispositivos ativos em todas as principais categorias de produtos e segmentos geográficos”, disse o diretor financeiro Kevan Parekh.

“Durante o trimestre, a área de Serviços alcançou mais um recorde histórico, e ficamos entusiasmados em apresentar novos produtos incríveis à nossa linha de produtos mais forte de todos os tempos. Isso incluiu a adição do iPhone 17e e do iPad Air com processador M4, além do lançamento do MacBook Neo, que está conquistando clientes em todo o mundo”, acrescentou Cook.

Analistas destacam a força dos serviços e a resiliência da cadeia de suprimentos

Jacob Bourne descreveu o período como um “trimestre excepcional”, observando que a área de Serviços continua a “lubrificar a máquina financeira da Apple, servindo como um testemunho do legado de Tim Cook”.

“A receita do iPhone ficou um pouco abaixo das expectativas, mas o bom desempenho do Mac, do iPad e dos wearables ajudou a compensar a diferença. Os resultados sugerem que a Apple continua a superar a crise global de chips de memória, o que demonstra a resiliência da cadeia de suprimentos da gigante da tecnologia”, afirmou.

A Apple, assim como outros fabricantes de smartphones, enfrenta uma escassez contínua de chips de memória. A concorrente Samsung Electronics alertou recentemente que a lucratividade de sua divisão de dispositivos móveis pode diminuir, com a expectativa de que as restrições de fornecimento piorem nos próximos anos.

Transição de liderança e estratégia de IA em foco

No início deste mês, a Apple anunciou que Tim Cook assumirá o cargo de presidente do conselho, com John Ternus assumindo o cargo de CEO. Essa mudança na liderança gerou preocupações entre os investidores sobre os rumos da Apple em inteligência artificial.

“A questão é se o futuro CEO, John Ternus, conseguirá traduzir esse ímpeto em uma estratégia de IA crível, especialmente considerando que a parceria com o Google Gemini para a Siri sinaliza a disposição da Apple em contar com inovadores externos em IA”, disse Bourne.

O analista se referia ao acordo da Apple com o Google para integrar seu modelo de IA Gemini à Siri e a outros recursos de inteligência artificial da Apple.

“Os investidores estarão atentos a indícios de como a Ternus planeja equilibrar a postura cautelosa da Apple em relação à IA com a pressão para definir o próximo dispositivo de consumo para a era da IA, principalmente porque as expectativas sobre o desempenho do iPhone estão cada vez mais difíceis de atender”, acrescentou Bourne.

Análise minuciosa dos gastos com IA e recompra de ações

Os resultados da Apple surgem em meio a um escrutínio mais amplo dos gastos relacionados à IA em todo o setor de tecnologia, com concorrentes como Alphabet, Microsoft e Meta anunciando investimentos crescentes nessa área.

A empresa também anunciou uma recompra adicional de ações no valor de US$ 100 bilhões, reforçando seu compromisso de retornar capital aos acionistas.

Este conteúdo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou de qualquer outra natureza profissional. Não deve ser considerado uma recomendação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários ou instrumentos financeiros. Todos os investimentos envolvem riscos, incluindo a potencial perda do principal. O desempenho passado não é indicativo de resultados futuros. Você deve conduzir sua própria pesquisa e consultar um consultor financeiro qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento. Algumas partes deste conteúdo podem ter sido geradas ou assistidas por ferramentas de inteligência artificial (IA) e revisadas por nossa equipe editorial para garantir precisão e qualidade.

Crédito da imagem: Canva

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