
Imprensa francesa destaca revés de Lula após derrubada de veto que beneficia Bolsonaro
A imprensa francesa repercute nesta sexta-feira (1º) a decisão do Congresso Nacional de derrubar, na quinta-feira (30), o veto presidencial ao PL da Dosimetria que reduz a pena do ex-chefe de Estado Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe. Esse último revés ocorre a seis meses das eleições em que o presidente de esquerda, de 80 anos, busca um quarto mandato.
Segundo o jornal Le Monde, quando o resultado final foi anunciado nos telões, os deputados conservadores, reunidos no centro da câmara, começaram a pular como torcedores de futebol, gritando: “Liberdade!”.
Diversos parlamentares de esquerda fizeram apelos em defesa da democracia num país ainda marcado pelos anos sombrios da ditadura militar (1964-1985). “O que aconteceu aqui hoje é perigoso, alertou Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, citado pelo jornal. O deputado acrescentou que “o avanço da extrema direita sugere novos ataques à democracia no futuro”.
O diário analisa que essa segunda derrota em 24 horas do presidente petista enfraquece sua posição na corrida eleitoral contra Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Na quarta-feira (29), o Senado já havia rejeitado a indicação de Jorge Messias por Lula para o Supremo Tribunal Federal, algo que não acontecia há décadas.
Redução de penas dos condenados pelo 8 de janeiro
O canal France 24 lembra que as reduções de pena previstas também podem beneficiar indivíduos condenados por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando uma multidão de apoiadores de Bolsonaro saqueou prédios do governo em Brasília. Segundo o Supremo Tribunal Federal, esse ataque foi parte da conspiração golpista.
O jornal La Croix lembra que, por 318 votos a 144 na Câmara dos Deputados e 49 a 24 no Senado, os parlamentares aprovaram, no final de 2025, um projeto de lei que modifica o método de cálculo das penas de prisão, beneficiando Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe. Lula vetou o PL da Dosimetria em janeiro.
“O governo Lula acabou, para a grande alegria dos brasileiros”, declarou Flávio Bolsonaro. Pesquisas recentes o mostram o filho do ex-presidente de extrema direita em empate técnico com seu futuro rival petista, informa o texto do jornal católico.
“Bolsonaro não venceu nas urnas e quis vencer pela força; por isso, a anistia e a votação desta lei equivalem a permitir que isso aconteça novamente”, afirmou a deputada de esquerda Gleisi Hoffmann, também citada.
Em setembro, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, que o considerou culpado de conspiração para permanecer no poder apesar da derrota eleitoral para Lula em 2022.
Pelas regras anteriores, Jair Bolsonaro, de 71 anos, que atualmente cumpre pena em prisão domiciliar por motivos de saúde, não poderia se beneficiar de redução de pena até 2033. A nova lei encurta esse período.
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