
Dólar recua no Brasil após corte da Selic, com alívio externo, piora fiscal no radar e Fed impactando expectativas de juros
O dólar fechou a quinta-feira (30/04) em queda firme no Brasil, refletindo um ambiente mais favorável ao risco no exterior e ajustes após a decisão de política monetária doméstica. A paridade Dólar norte-americano e Real brasileiro (FX:USDBRL) encerrou o dia com recuo de 1,00%, cotada a R$ 4,9523, acumulando baixa de 0,94% na semana. O movimento acompanhou a desvalorização global da moeda norte-americana e a queda do petróleo, enquanto investidores digeriam o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, agora em 14,50% ao ano, anunciado pelo Banco Central na véspera.
No cenário doméstico, o corte da Selic para 14,50% ao ano veio acompanhado de um discurso mais cauteloso do Banco Central, que sinalizou necessidade de avaliar novos dados antes de definir os próximos passos. A autoridade monetária destacou o distanciamento da inflação em relação à meta, mantendo o tom de vigilância. Ao mesmo tempo, dados econômicos trouxeram sinais mistos: a taxa de desemprego ficou em 6,1% nos três meses até março, em linha com a Projeção, enquanto o fiscal voltou ao radar negativo, com a dívida bruta subindo para 80,1% do PIB e o déficit primário acima do esperado. Esse conjunto limitou ganhos mais expressivos do real, apesar do fluxo externo favorável.
No exterior, o comportamento do dólar foi influenciado diretamente pela decisão do Federal Reserve. Sob liderança de Jerome Powell, o banco central norte-americano manteve os juros inalterados em uma decisão dividida (8 votos a 4), a mais apertada desde 1992. O mercado reagiu reprecificando expectativas: investidores passaram a descartar cortes de juros em 2026 e elevaram a probabilidade de alta até 2027 para 55%, contra cerca de 20% anteriormente. Ainda assim, a moeda norte-americana perdeu força globalmente no dia, acompanhando a queda de commodities como o petróleo e refletindo ajustes técnicos após a decisão.
No mercado futuro da B3, o contrato de dólar para junho (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) — o mais líquido — também acompanhou o movimento de queda, mas com intensidade menor em relação ao dólar à vista. Às 17h06, o contrato recuava 0,82%, cotado a R$ 4,9890, evidenciando uma leve inclinação positiva da curva cambial. Essa diferença mostra que, apesar do alívio no curto prazo, o mercado ainda embute prêmios para os próximos meses, refletindo incertezas fiscais e o cenário externo mais duro em juros.
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